por Rafael Gonzaga

Mais do que um prazer, o café muitas vezes é uma necessidade. Quem nunca apelou para o milagroso líquido preto na tentativa de manter os olhos abertos na véspera de uma prova importante ou em uma semana de trabalho mais puxada que o normal? O problema é que, na maior parte das vezes em que tomamos café, sentimos uma descarga forte de energia por um breve momento, seguida por uma moleza após passarem os efeitos da bebida. Daí precisamos apelar para uma nova xícara e, até o fim do dia, lá se foi uma caixa d’água de café goela abaixo. Porém, de acordo com cientistas do Centro de Pesquisas Nestlé, em Lausana, na Suíça, parece que esse consumo ensandecido de cafeína está com os dias contados.

Em uma parceria com a Escola Politécnica Federal de Lausanne e o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, os especialistas da Nestlé estão trabalhando em uma técnica que torna possível que liberação da cafeína no corpo aconteça de forma mais lenta e controlada. De acordo com uma nota publicada no DailyMail, é basicamente como se toda aquela descarga instantânea de cafeína que sentimos logo após ingerir a bebida fosse armazenada e liberada de maneira mais devagar, em pequenas porções, ao longo de todo o dia. A ideia é ainda conseguir ampliar esse sistema para outras substâncias, como, por exemplo, medicamentos e suplementos, permitindo ao indivíduo tomar apenas uma dose que ficaria sendo administrada pelo próprio corpo durante todo o dia.

Foto: Creative Commons

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O segredo da nova técnica está em estruturas chamadas “cubosomes”, que imitam construções naturais que todo mundo já têm no corpo e que são basicamente cápsulas carregando um determinado composto – como a cafeína, por exemplo. Constituídas de moléculas de lípidos e água, eles podem libertar nutrientes no corpo humano de uma forma controlada. Para chegar nesse ponto do estudo, os cientistas usaram microscopia 3D para mapear com precisão o interior dos tais cubosomes pela primeira vez. A missão agora consiste justamente em conseguir realizar adaptações neles, para que as estruturas possam receber ingredientes ativos em diferentes partes de sua composição, mudando pontos que garantam essa liberação de compostos de forma sintonizada.

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