por Rafael Gonzaga

Você provavelmente não conhece a norte-americana Virgínia McLaurin, mas precisa saber que se trata de uma pessoa que já viu muita coisa do mundo. Aos 106 anos, é provável que ela lembre com propriedade de coisas como a Segunda Guerra Mundial, o crash da Bolsa de Nova York, a construção do Empire State Building, a queda do Muro de Berlim, os discursos de Martin Luther King. Mas existia uma coisa que Virgínia ainda não havia vivenciado: entrar na Casa Branca a convite do Presidente dos Estados Unidos. Pois eis que, no último domingo (21), a senhorinha realizou o sonho de conhecer a residência oficial e principal local de trabalho do presidente dos Estados Unidos. McLaurin, uma mulher negra, foi recebida com carinho pelo presidente Barack Obama e pela primeira-dama Michele Obama. 

O que mais chamou atenção na visita foi a vitalidade de Virgínia McLaurin. Demonstrando contentamento, a simpática senhora dançou de alegria, acompanhada do casal Obama. “É uma honra, é uma honra”, disse a Obama, quando o presidente disse ser muito bom ver Virgínia. “Eu pensei que não viveria para entrar na Casa Branca. E lhe digo: estou muito feliz. Um presidente negro. E sua esposa negra. E eu estou aqui para celebrar a história dos negros. É por isso que eu estou aqui”, disse. Convidada a cumprimentar Michelle, a primeira-dama comentou que “queria ser igual a Virgínia quando crescesse”. A centenária não titubeou: “bem, você pode ser”. Confira o vídeo:

Dance Party with 106-year-old Virginia McLaurinWhat’s the secret to still dancing at 106? Watch 106-year-old Virginia McLaurin fulfill her dream of visiting the White House and meeting President Obama. #BlackHistoryMonth

Posted by The White House on Sunday, February 21, 2016

 

Postado na página oficial do Facebook da Casa Branca, o vídeo teve mais de 500 mil compartilhamentos em menos de 15 horas. No Twitter, foram mais de 15 mil retweets no post original. A visita de Virgínia integra um conjunto de iniciativas sobre a experiência afro-americana promovido pela Casa Branca. A ideia é dar voz a várias personalidades e ceder espaço a iniciativas que contribuem para o empoderamento da cultura afro-americana dentro dos Estados Unidos.