Sem tempo
para o medo

Acompanhamos a exibição de
'Marighella' em ocupação do MTST
e vimos que a luta do guerrilheiro
está mais viva do que nunca 

POR Beatriz Lourenço
fotos Caio Guatelli

luta

Wagner Moura
estreia na
direção com Marighella,
filme envolvido
por dois anos
em uma aura
de censura
no Brasil.
Ele e o elenco
foram a um
assentamento
do MTST, em
São Paulo, para
exibir o longa


O que eu
tenho visto
nesses lugares
por onde passei
é que, se por um
lado estamos
vivendo um
momento distó-
pico, por outro,
a luta está cada
vez mais forte”

Marighella
escreveu
poemas e livros,
e estudou
engenharia.
Foi um dos
responsáveis
pela criação da
Ação Libertadora Nacional,
a principal
organização de
guerrilha contra
a ditadura militar


Com Bolsonaro
no governo,
seu autoritarismo
e intolerância,
a gente relembrar
a história de
Carlos Marighella
é fundamental
para o nosso país”


Quem chega
aqui perdeu o
emprego, está
sofrendo com
o fim do auxílio
emergencial ou
não conseguiu
se estabelecer
após chegar do
interior em busca de sustento”


O que queremos
é viver em um
país que escuta
as necessidades
de todos e dá
moradia, além de
garantir a alimen-
tação e a educação
de qualidade”


São milhões
de pessoas com
fome, ruas cheias
de moradores, milhares de
mortos pela falta
de saúde. Resistir
faz sentido quando temos
um governo particularmente hostil às minorias

Marighella
já é o filme
brasileiro mais
assistido de 2021,
com mais de 216
mil espectadores
e R$ 4.2 milhões
de arrecadação.
Só no feriado da
Proclamação da
República levou
75 mil pessoas
aos cinemas

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