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“A cracolândia é o reflexo da sociedade doente em que vivemos”

Guto Requena, um dos apresentadores do novo Queer Eye Brasil, fala sobre arquitetura, afeto, cidade, política e homofobia

por Lucas Baranyi Atualizado em 1 fev 2021, 15h36 - Publicado em 31 jan 2021 22h14
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Clube Lambada/Ilustração

asta dois minutos de conversa com Guto Requena para entender que é imensamente difícil defini-lo. Na arquitetura, ele é imensamente bem-sucedido. Suas criações disruptivas que misturam tecnologia e emoções humanas fazem questionar, emocionam e geram reflexões únicas. Sua fala é doce e não importa o quanto ele saiba sobre uma infinidade de assuntos (e ele sabe), a humildade do seu tom faz parecer que ele é só uma pessoa qualquer.

Não é. Futuro apresentador da versão brasileira do Queer Eye, atualmente produzido e distribuído pela Netflix Brasil, Guto parece uma força imparável – que decidiu enxergar a vida com outros olhos e buscar aproximar pessoas que se amam em um dos momentos mais solitários e angustiantes da sociedade moderna: a pandemia causada pelo coronavírus, causador da COVID-19

Entre instalações artísticas e aplicativos que permitem “fotografar” frequências cardíacas, Guto ainda encontra espaço para repensar maneiras de olhar a cidade. Para ele, não parece difícil – o que não é uma surpresa: quando alguém entende tanto sobre arquitetura quanto sabe sobre relações humanas, fazer com que essas duas se conectem de um jeito sensível é uma tarefa irrisória. 

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André Klotz/Divulgação

Como você vê o momento que São Paulo está passando agora, como cidade? A capital paulista passou por uma transformação muito grande na última década – e para muitos lados diferentes.
Eu sinto que a cidade está completamente abandonada. Na verdade, estou falando da minha São Paulo, né, que é o centro expandido. A cidade nunca esteve com uma zeladoria tão ruim. De fato, a gente viveu um momento que, na verdade, tem a ver com essa euforia, um momento de alegria urbana. A gente viveu 4 anos de festas na rua, reocupação do espaço público, uma série de crowdfundings para trazer coisas, eventos etc. Eu cheguei a ler um texto na época, não lembro onde, mas que falava que São Paulo era a cidade com maior quantidade de crowdfunding de projetos urbanos no mundo. Foi aquele momento de ampliação das ciclofaixas, das faixas de ônibus, o fechamento de grandes avenidas para carros e a abertura para pessoas… Um momento de muita transformação urbana e muita euforia. Infelizmente, nesses quatro últimos anos, vi um declínio total. Estou falando do meu centro expandido, da minha São Paulo, mas eu nunca vi a cidade tão esburacada, tão feia, tão mal cuidada. Mas é mais do que físico: tem uma coisa de energia mesmo. A gente viu pouco investimento nessa euforia urbana que viveu, parece que as coisas pararam. Tudo que eu penso de legal de São Paulo parece que foi de quatro anos atrás. 

Mas eu sou um apaixonado por São Paulo, e a coisa que mais me assusta, que mais me preocupa nesse momento é a quantidade de pessoas em situação de rua. Isso é realmente uma coisa que é alarmante, é assustadora. E existe também um completo desgoverno com relação a esse assunto, tem sido feito obviamente muito pouco. Então, acho que hoje o momento de São Paulo é muito, muito grave. Vamos ver como vão ser os próximos 4 anos, eu desejo toda sorte aí pro Bruno Covas, porque ele vai precisar – a cidade está destruída.


“A coisa que mais me assusta e me preocupa nesse momento é a quantidade de pessoas em situação de rua. Existe um completo desgoverno com relação a esse assunto. Vamos ver como vão ser os próximos 4 anos. Desejo sorte pro Bruno Covas, porque ele vai precisar – a cidade está destruída”

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Fernanda Ligabue e Rafael Frasão / Estúdio Guto Requena/Reprodução

Como você enxerga o desmonte de programas de acolhimento da última gestão – e como vê a última disputa para prefeito de São Paulo?
É muito preocupante. Acho que foi bonita, de certa maneira, a eleição em São Paulo. Foi respeitosa. Com perfis diferentes, mas eram dois candidatos jovens, um mais conservador, outro menos. E foi uma eleição aparentemente mais limpa, então acho que isso me deu orgulho. Não é que a gente precisava viver uma polarização, um candidato péssimo de extrema direita, com um candidato de extrema esquerda. Então, mesmo o Bruno não tendo sido meu candidato, acho que ele pode fazer uma boa gestão. Estou bem curioso para ver como ele vai resolver a questão de saúde pública, das pessoas em situação de rua, e estou particularmente curioso para ver qual é a solução que ele vai dar para o Minhocão, que eu acho que é uma das grandes questões da cidade. A gente não tem bolsões verdes, falta muito parque, a qualidade do ar de São Paulo é péssima, a qualidade de vida é péssima porque também falta verde, entre outras muitas coisas que faltam. Só que o verde é muito fácil de resolver, é facílimo de resolver. Então, estou muito curioso para ver como o Bruno Covas vai abordar essa questão e como vai abordar o Parque Minhocão, que, na minha opinião, é um instrumento importantíssimo para a cidade – a manutenção do parque e a gestão para que ele de fato seja um lugar mais agradável.

Você é a favor do Parque Minhocão? Como enxerga essa possibilidade?
Eu acho o Parque Minhocão um dos projetos de arquitetura e de urbanismo mais disruptivos da nossa era. O parque já existe: basta ir lá no fim de semana e ver a quantidade de gente fazendo piquenique, tomando sol em cadeira de praia, andando de bicicleta ou com cachorro, criança pulando amarelinha, brincando… É demais. E é uma cena que é surreal, porque a gente não acessa essa isso com facilidade no centro de São Paulo. O Parque já existe, é impressionante porque não existe projeto, mas ele está lá. Acho que demolir o parque é a solução menos sustentável e é a solução mais óbvia. E eu acho que São Paulo tem essa visão de ser um exemplo internacional desse bom uso. Aquela estrutura de concreto já está ali. Acredito em um projeto que valoriza o que já está acontecendo. Para isso, tem uma série de modificações, tem partes da estrutura que tem que ser desmontadas, acessos, banheiro, como melhorar a situação de quem mora embaixo dali… Mas eu acho o parque do Minhocão fantástico como um marco civilizatório. E acho que poderia ser um símbolo de São Paulo. 

Há 20 anos, aliás, aconteceu uma votação sobre qual seria o símbolo turístico da cidade e o paulistano escolheu uma avenida, a Paulista. O paulistano gosta de estar na rua, isso está na nossa essência apesar de a gente não ser praia, não ser Rio de Janeiro. E o Parque Minhocão, para mim, poderia ser esse lugar que simboliza o progresso, o avanço sustentável da cidade. Imaginar que aquela estrutura pode se transformar em um parque linear, com todas as complexidades desse projeto, é fascinante. E precisa de muito pouco. Põe bebedouro, põe banco, põe um pouco de árvore, desmonta alguns pedaços para entrar luz embaixo, faz acessos. Não é um projeto complicado nem caro. Falta vontade política, falta alguém corajoso. Sem citar o Fernando Haddad, mas eu imagino que se ele tivesse tido mais tempo, a gente teria visto mais coisas legais acontecendo em São Paulo. Acho que o Minhocão de fato é um dos pulmões necessários – não um pulmão verde, porque dificilmente isso vai ser. Mas esse pulmão civilizatório.


“O Parque Minhocão não é um projeto complicado nem caro. Falta vontade política, falta alguém corajoso. Sem citar o Fernando Haddad, mas eu imagino que se ele tivesse tido mais tempo, a gente teria visto mais coisas legais acontecendo em São Paulo”

Muito se fala hoje de decoração afetiva e de arquitetura emocional. Isso está correlacionado? Especialmente na ótica de um ano que o afeto ficou devendo tanto, que a gente sentiu tanta falta do carinho, do abraço, da festa em casa e da dança. Como você enxerga o papel da decoração e da arquitetura nisso, em prover uma parte desse afeto?
Acho que esse pilar da afetividade, da empatia, da emoção, é o pilar que fundamenta o meu estúdio, e a gente tem feito já há muitos anos várias investigações como, por exemplo, com o uso de sensores da medicina. A gente vem investigando isso com bastante intensidade nos últimos anos. O uso de sensores – a gente chama de biofeedback, são sensores que detectam emoções no corpo. Temos vários projetos que fazem uso de sensor de atividade cerebral, sensor de batimento cardíaco, sensor de emoção na voz… E a gente usa isso para criar muitos dos projetos que fazemos, de arquitetura e de interiores. Para mim, falar de arquitetura afetiva, de arquitetura emocional, tem que falar de tecnologia. Uma coisa está intrinsecamente conectada com a outra. Por exemplo o Pavilhão Dançante, um projeto importante que o estúdio realizou em 2016 no Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas. Era uma casa de música, um lugar que abrigava festas, DJs e concertos dentro do Parque Olímpico. A gente usou uma arquitetura cinética, então a pele dessa arquitetura se movimentava através de motores que giravam e davam visualmente a sensação de arrepio, criando diferentes padrões. Dentro dessa arquitetura, a gente usou uma série de sensores que detectavam a emoção das pessoas naquele prédio. A ideia era que o prédio pudesse literalmente reagir às emoções das pessoas. Essa é uma parte importante da pesquisa do estúdio. É um pouco isso: como eu posso pensar nesse futuro dos interiores, dos móveis, da arquitetura, usando sensores e transformando o espaço para que ele seja de fato emotivo. 

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Fernanda Ligabue e Rafael Frazão/Reprodução

Um outro exemplo é a Parede das Emoções. Na verdade, é uma peça, uma obra que está no limite entre design e arte. Ela é uma escultura de parede, toda feita em madeira, com uma forma gerada pelo computador, e ela tem 7 orifícios. Em cada um desses orifícios tem uma luz de LED. A ideia é colocar essa peça na parede, na entrada de casa, e sempre que alguém que eu amo, alguém que é importante para mim, chegar, eu pego o dedo dessa pessoa, insiro em um dos orifícios e ele coleta o batimento cardíaco dela. Quando essa pessoa vai embora, eu posso olhar para aquela peça e ver o batimento cardíaco de alguém que eu amo. A peça comporta 7 batimentos cardíacos, portanto 7 pessoas que eu amo, ou que eu quero me lembrar. O sensor de batimentos cardíacos é algo que a gente usa bastante no estúdio, especialmente nesses dois últimos anos. A gente fez uma pesquisa muito intensa e criamos o nosso próprio sensor que detecta o batimento com muita precisão, então tem uma série de experimentos com ele. A Hermès do CJ Shops, na Haddock Lobo, nos convidou para criar uma loja conceito – e as 4 fachadas da loja são uma espécie de papel de parede digital. Quando a pessoa está dentro da loja, ela pode colocar o dedo em um sensor, ele coleta o batimento e esse papel de parede se altera em função da leitura feita. Do lado de fora, têm sensores que captam a presença das pessoas, então quando elas passam na frente da vitrine, ela interage com elas.


“A ideia era que o prédio [do Pavilhão Dançante] pudesse literalmente reagir às emoções das pessoas. Essa é uma parte importante da pesquisa do estúdio: como pensar nesse futuro dos interiores, dos móveis, da arquitetura, usando sensores e transformando o espaço para que ele seja de fato emotivo?”

E como foi a criação do Heartbits?
O Heartbits surgiu durante a pandemia. No auge do isolamento, a gente estava super agoniado, sem conseguir visitar a família, sem conseguir ver os amigos, e aí fizemos uma reunião no estúdio e falei: “cara, a gente tem que usar a pesquisa que fazemos de batimento cardíaco para criar algo que seja 100% virtual. Imagina que legal a gente poder mandar o nosso batimento cardíaco para as pessoas que estão distantes, para as nossas mães, para as nossas avós, e imaginar uma rede de empatia, uma rede de afetividade. Dentro da premissa de que gentileza gera gentileza, de uma pessoa mandar para a outra. Foi um pouco dessa visão de construir, de tecer essas redes, de onde nasceu o Heartbits. Nós temos um parceiro de tecnologia, o MediaDub, que assina o projeto com a gente. Foi um barato, porque levamos um mês e meio para criar, sendo um projeto em tempo recorde. Ele é gratuito e bem simples de usar: a ideia é que as pessoas baixem o app, coloquem o dedo no flash, que coleta o batimento cardíaco – isso é um recurso que tem já no celular – e ele transforma isso em uma arte digital. Eu posso customizar, mudar a cor, fazer um pequeno tweet e mandar essa arte digital com o meu batimento cardíaco para quem eu quiser. Foi muito lindo, porque a gente começou a ouvir mil relatos de pessoas pelo país, namorados que estavam separados, familiares, até a gente receber a notícia de que já tinham médicos, que estavam ali na linha de frente, dentro das UTIs, compartilhando batimento cardíaco entre pacientes e seus familiares. Foi muito emocionante entender o poder que a tecnologia tem, de novo, para humanizar.


“Recebemos a notícia de que já tinham médicos, que estavam ali na linha de frente, dentro das UTIs, compartilhando batimento cardíaco entre pacientes e seus familiares usando o Heartbits. Foi muito emocionante entender o poder que a tecnologia tem, de novo, para humanizar”

Para a gente voltar um pouquinho para a arquitetura: qual é o seu prédio favorito de São Paulo, e qual é o lugar que você menos gosta da cidade?
Eu acho que o meu lugar favorito em São Paulo é o MASP, e toda a sua imprevisibilidade, aquela área pública que tem embaixo, que infelizmente agora está fechada, mas eu adoro ver…. Já teve filme, cinema, exposição, tem tanta coisa que acontece ali, né. Eu sou um grande fã do trabalho da Lina. O lugar que eu menos gosto, nesse momento, são as ruas ali da cracolândia. Aquilo ali é uma afronta a qualquer senso de humanidade que a gente possa ter dentro da gente. É inacreditável chegar naquele ponto, em que você tem pessoas ali completamente degradadas, uma questão de saúde pública. É um terror, uma terra de ninguém e um reflexo dos nossos tempos. E um reflexo desse desgoverno, desse descaso, de várias coisas dessa sociedade doente em que a gente vive.

O que você está sentindo nessa nova fase da sua vida, agora como apresentador?
Estou super feliz e honrado, sou um grande fã da série. Até já falei disso em um post que fiz outro dia, anunciando que seria um dos apresentadores do Queer Eye: quando vi a primeira versão, eu ainda estava em Sorocaba, um menino do interior que nunca tinha visto um homem gay empoderado na vida. Eu não conhecia, não era do meu meio. E quando eu ligo a TV e vejo ali cinco homens felizes e protagonistas… Aquilo me deu força. Depois, a Netflix comprou os direitos e fez a versão nova, que fala muito mais sobre essa revolução de dentro para fora, uma revolução de autoestima, de empatia. Tem tudo a ver com as coisas que eu acredito. Eu não posso falar muito, mas o que eu posso falar é que eu estou super feliz e eu espero fazer bem feito o meu papel lá.


“Quando vi a primeira versão [de Queer Eye], eu ainda estava em Sorocaba, um menino do interior que nunca tinha visto um homem gay empoderado na vida. Quando eu ligo a TV e vejo ali cinco homens felizes e protagonistas… Aquilo me deu força”

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André Klotz/Divulgação

Você sempre usou da sua relevância para falar daquilo que faz diferença para você, da questão LGBTQIA+ até a situação da cidade. Falar sobre isso tem te acompanhado desde o início da sua carreira? Você sentiu que se colocou em risco, profissionalmente, em algum momento?
Eu tenho a sorte de ter sido criado por uma mãe super amorosa, afetiva e cabeça aberta. Tive a oportunidade de estudar em bons colégios. E, enfim, nasci branco. Então acho que tudo estava do meu lado para que eu pudesse ser um homem gay empoderado, digamos assim. Eu sempre levantei, de alguma maneira, a bandeira. Nunca foi uma questão. Mas eu senti que mais recentemente era importante ser mais vigoroso para falar das questões LGBT. A gente sabe que o Brasil é considerado o país mais violento com a comunidade LGBT – são números, não há discussão. Também somos o país que mais mata a comunidade trans no mundo. É muito assustador. E aí quando a gente vê o discurso do ódio empoderado, por governantes, em nome de Jesus, é uma coisa mais assustadora ainda. Já que esse é o meu lugar de fala, que eu possa falar um pouco sobre as questões da comunidade LGBT, e que eu possa fazer alguns projetos que convidem as pessoas a refletir.

A gente criou um projeto bem importante na minha carreira: chama “Meu Coração Bate Como O Seu”. Foi uma instalação artística na Praça da República a convite da National Geographic. Eles criaram uma série que traz, a cada episódio, um artista criando uma obra de arte pública e trazendo um questionamento. São episódios super emocionantes, e eu tive a honra de ser chamado para um. Ele traz o meu estúdio e o processo de criação e produção dessa peça. Escolhi a Praça da República porque foi ali que surgiu o primeiro grupo de ativismo LGBT do país do qual se tem notícia, em 1978. Durante o auge da ditadura, a comunidade se revoltou, porque prender pessoas gays no centro de São Paulo virou um mecanismo de força do Estado. Começou a ter várias prisões aleatórias de pessoas gays, e isso virou um mecanismo de corrupção, porque a comunidade LGBT tinha que pagar para ser solta. As pessoas foram extremamente violentadas na região. Naquele ano, surgiu o Somos, um grupo de ativistas que se reunia ali. 40 anos depois, a gente teve algumas conquistas importantes, mas estamos muito longe do ideal – que seria o básico: a gente está falando de direitos iguais, nada mais. Então, foi emblemática escolha do lugar. Eu cravei ali no meio da praça uns tubos usados para infraestrutura urbana, que ficam embaixo da terra. Então, eu tiro tudo debaixo da terra, ponho ele pra cima, pinto uma bandeira LGBT interativa de 16 metros de comprimento – quando alguém sentava na peça, ouvia trechos de depoimentos de ativistas LGBTs. 

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Ana Mello / Estúdio Guto Requena/Reprodução

Essa obra teve muita repercussão e foi muito bacana. A gente ganhou prêmios, e eu percebi que, já que eu posso ser uma voz que algumas pessoas tem interesse em ouvir, eu posso falar um pouco mais desse assunto. Quando eu casei, fiquei muito emocionado no dia, no cartório, porque fiquei muito tempo pensando em quantas pessoas tiveram que morrer, que ser apedrejadas, que ser assassinadas, ser espancadas nessas últimas décadas para que eu hoje, como um homem gay, possa ir no cartório e fazer uma coisa tão básica, que é casar com a pessoa que eu amo. 

“Quando eu casei, fiquei muito emocionado no dia, no cartório, porque fiquei muito tempo pensando em quantas pessoas tiveram que morrer, que ser apedrejadas, assassinadas nessas últimas décadas para que eu pudesse ir ao cartório e fazer uma coisa tão básica, que é casar com a pessoa que eu amo”

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