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Relacionamento abusivo: pode acontecer com você

Como sair de relações tóxicas, que afetam a saúde física e emocional? Especialistas e vítimas contam suas histórias 

por Camila Rosa 25 fev 2021 23h46
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Clube Lambada/Ilustração

abriela* ainda era uma criança quando entrou no seu primeiro relacionamento abusivo. Dos 13 aos 15 anos, a jornalista vivenciou uma relação de dependência emocional, brigas, discussões e agressões físicas que a afastaram da família e dos amigos. Com os pais divorciados, ela precisava se dividir aos finais de semana para ficar um tempo com cada parte da família. Foi assim que conheceu Breno, seu primeiro namorado, quatro anos mais velho do que ela e que morava na rua de seu pai. “Eu era muito nova e queria muito uma liberdade que não tinha na casa da minha mãe, então acabei me aproximando muito dele”, conta. Para ela, o que fez a relação resultar numa dependência emocional foi a aproximação excessiva do casal. “Eu não conseguia ficar sem vê-lo. Eu cabulava aula, passava os finais de semana com ele e chegou uma época em que eu nem via mais o meu pai, mesmo estando na mesma rua que ele”, admite. 

Tanta proximidade, no entanto, não significa que tudo corria bem. As brigas eram constantes e por motivos banais. Não havia respeito de nenhuma das partes e as agressões físicas eram recorrentes, inclusive em frente à mãe do rapaz. A relação do casal durou cerca de três anos, a contragosto da família dela, e foi ficando mais pesada com o passar do tempo. 

O ciúme excessivo de Breno foi um dos motivos do término da relação em maio de 2014. Três meses mais tarde, ele ainda não havia superado o fim do relacionamento e passou a perseguir a jovem. “Ele não gostava dos meus amigos da escola e passou a ameaçar meu melhor amigo da época. Ele ia na porta do meu trabalho, mandava e-mails dizendo que iria se matar e que eu não podia fazer isso com ele”, relata.

“Ele não gostava dos meus amigos e passou a ameaçar um deles. Ele ia na porta do meu trabalho, mandava e-mails dizendo que iria se matar

Até que, em agosto de 2014, Gabriela decidiu ir a uma festa para comemorar o aniversário do seu melhor amigo, mesmo com as constantes ameaças de Breno: “ele me ligou dizendo que estava na porta da minha casa e que se eu saísse ele iria me arrebentar. Quando saí, ele estava do outro lado da rua e veio para cima de mim. Eu liguei para o meu padrasto, ele chegou em 10 minutos e o agrediu. Eu só consegui colocar um fim nisso com a ajuda do meu padrasto. Sozinha, eu não conseguiria”. Após a agressão, o padrasto da jovem estabeleceu que o relacionamento tinha acabado ali e os dois estavam proibidos de se ver. Ela cumpriu a promessa e hoje, seis anos depois, não mantém mais contato com o rapaz. 

O dilema do relacionamento abusivo na vida de Gabriela duraria, entretanto, até o início de sua vida adulta, aos 19 anos. Poucos meses depois do término com Breno, na época aos 16 anos, Gabriela entrou em outro namoro que a deixaria mais ferida emocionalmente do que já estava. Com Pedro*, tudo era ainda mais intenso – desde o amor, até as brigas. O rapaz era cinco anos mais velho que a jornalista e, por ter um estilo diferente do convencional, acreditava que não era querido pela família dela.

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“Eu não sei em que momento as coisas começaram a dar errado. Ele dizia que a minha família não gostava dele e se comparava muito com o meu último namorado. Me xingava, me humilhava, dizia que eu gostava de ser maltratada e apanhar”, relembra. Gabriela estava num ciclo vicioso que se resumia a brigas frequentes, gritos, términos, arrependimentos e culpas. 

Para Flávia Maia, psicóloga pós-graduada em Psicologia Hospitalar e em Análise da Existência Humana, esse comportamento cíclico é comum nos relacionamentos abusivos. “O abusador, e aquele que é abusado, muitas vezes estão vivendo uma relação simbiótica e doentia, na qual um ‘depende’ do outro. O que mantém uma pessoa dentro de um relacionamento assim é a dependência emocional. É cíclico, o abusador faz promessas de melhora, a vítima entra novamente no encantamento e, pouco tempo depois, tudo volta a se repetir”, explica. 

“O abusador, e aquele que é abusado, muitas vezes estão vivendo uma relação simbiótica e doentia, na qual um ‘depende’ do outro. O que mantém uma pessoa dentro de um relacionamento assim é a dependência emocional”

Flávia Maia, psicóloga

Além do ciúme excessivo que impedia Gabriela de se aproximar de seus amigos e familiares, Pedro também tinha um comportamento agressivo, embora nunca tenha batido, de fato, na namorada. “Uma vez, comprei algumas tintas para pintar o cabelo e ele quebrou tudo. Ele me perguntava ‘Para que você vai pintar o cabelo? Para quem você quer ficar assim?”, conta. 

As brigas não respeitavam nem limites físicos: aconteceram, inclusive, quando a jornalista estava recém-operada de uma cirurgia na vesícula. “Sentia muita dor, não conseguia nem respirar direito. Eu dormi na casa dele e a gente teve uma briga muito feia. Eu disse que não queria mais continuar com aquilo, aí ele trancou minha mochila dentro de casa e disse que, se eu quisesse ir embora, teria que pular o muro. E eu pulei”, conta.

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Arte/Redação

Entre idas e vindas, era comum que, vez ou outra, a jovem abrisse espaço para conhecer novas pessoas, embora sempre voltasse à estaca zero, reatando com Pedro. Numa dessas vezes, o namorado descobriu sobre o envolvimento e usou a informação como pretexto para diminuí-la ainda mais no relacionamento. O fim do namoro aconteceu em 2017 e, novamente, a jovem foi vítima de perseguições. Pedro chegou a agredir fisicamente o melhor amigo da jornalista, além de ameaçar e perseguir outras pessoas próximas a ela. “Uma vez, eu estava em um bar e ele chegou lá e quebrou tudo, jogou mesas e cadeiras no chão. Depois que ele viu que eu não queria mais voltar, ele pegou muita raiva”. 

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Silêncio nem sempre é escolha

Como se não bastasse o abuso psicológico e as agressões verbais, Gabriela foi vítima de pornografia de vingança, crime contra a dignidade sexual que consiste no envio, postagem ou compartilhamento de fotos e vídeos íntimos sem o consentimento da vítima. “Ele postou uma foto minha de calcinha na capa do Facebook e, para mim, foi a gota d’água. Eu fui até a delegacia com a minha mãe e abri um boletim de ocorrência contra ele. Só assim as ameaças cessaram”. 

Mas, será que todas as vítimas de relacionamentos abusivos podem denunciar seus abusadores, mesmo em casos de violência psicológica? Para Marina Ganzarolli, advogada e especialista em Direito da Mulher, a resposta é sim. Hoje, na Lei Maria da Penha, estão previstos cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher, são elas: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. 

“O único problema dessa denúncia de abuso psicológico é a instrução probatória. Por ser uma violência que não deixa marcas visíveis, ela é mais complicada de construir provas para a justiça.  Nós temos situações em que a violência psicológica acaba sendo até mais grave do que as agressões físicas, por isso, juristas, promotoras e defensoras feministas têm buscado uma solução colocando a violência psíquica dentro da lesão corporal, que é usada para descrever a violência física”, explica.

Outra questão séria envolvendo os relacionamentos abusivos diz respeito ao timing de quem está de fora para agir. Será que devemos esperar a vontade da vítima de denunciar seu agressor ou, diante de uma situação dessas, podemos assumir o controle e buscar o fim da relação? Segundo a psicóloga Flávia, a linha de intervenção deste suposto limite é muito tênue. “Não podemos nos esquecer que a vítima muitas vezes não está em condições emocionais adequadas para a abertura de uma escuta de ajuda. Porém, quando a vida da pessoa está em perigo, a intervenção é extremamente necessária. Ela pode ser feita através de um local de abrigo para a vítima, até o incentivo a buscar tratamento psicológico e psiquiátrico e, em casos mais graves, a denúncia formal do abusador”, explica.

“Não podemos nos esquecer que a vítima muitas vezes não está em condições emocionais adequadas para a abertura de uma escuta de ajuda. Porém, quando a vida da pessoa está em perigo, a intervenção é extremamente necessária”

Flávia Maia, psicóloga
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Abuso psicológico não tem orientação sexual

O 1º ano do ensino médio foi decisivo na vida da estudante de medicina veterinária Flávia Rodrigues. Em 2012, seus pais haviam acabado de se divorciar e ela se viu num momento de grandes descobertas em relação a sua sexualidade. A aproximação com a sua primeira namorada veio de forma natural. O que as uniu, a princípio, foi a amizade – as duas tinham amigas em comum e estudavam na mesma sala durante o colegial. Depois, a amizade começou a se mostrar pequena para o sentimento que nutriam uma pela outra. Foi aí que engataram o namoro.  

No começo, tudo era muito intenso, como toda primeira paixão. Elas se viam com frequência na escola e nos finais de semana também estavam juntas. Mas, o jeito explosivo e egocêntrico de Aline* tornava as coisas cada vez mais difíceis no relacionamento. As brigas aconteciam com frequência quando a situação não estava sob o controle de Aline. “Hoje, quando paro para pensar, vejo que nosso relacionamento já apresentava muitos sinais que acabaria comigo e com ela no futuro. Eu sempre enxerguei o jeito que ela tinha como parte da personalidade dela, nunca levei como uma coisa ruim. Na época, eu acreditava muito que os opostos se atraiam”, admite a jovem de 24 anos, que sempre foi muito tranquila dentro da relação.

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Arte/Redação

O relacionamento durou sete anos, mas Flávia não sabe dizer exatamente em que momento a relação se tornou abusiva, lembra-se apenas de se sentir muito sozinha. “Sem perceber, a gente acaba afastando as pessoas. Perdi todos os meus amigos e até a proximidade com a minha família porque ela não gostava do meu pai. Sempre que tinha alguma festa de família, ela dizia que eu ia deixá-la sozinha, então eu acabava nem indo para evitar briga”, conta. 

De acordo com a psicóloga, esse afastamento compulsório é muito comum nas relações abusivas. “Isso ocorre em frentes distintas. O abusador pode solicitar, ou até mesmo exigir, esse afastamento. Isto pode acontecer para que ele tenha cada vez mais domínio sobre a vítima. Em outros casos, a própria vítima se afasta, seja por vergonha de contar o que vive ou por medo das pessoas a julgarem. A pessoa se fecha em mundo paralelo, vive em uma bolha junto com o abusador”, explica. Sem as amigas e a família por perto, Flávia vivia em função do seu relacionamento e de mantê-lo vivo. A tarefa não era nada fácil, levando em consideração questões que ela desenvolveu em relação à autoestima e insegurança dentro do namoro que resultaram em depressão e transtorno de ansiedade generalizada. 

Para a psiquiatra Linéia Fernandes Garcia de Almeida, o caso de Flávia não é uma situação isolada. “Há uma vasta lista de comorbidades que as vítimas de relacionamentos abusivos podem desenvolver. São frequentes: transtornos depressivos, de ansiedade e alimentares, além do abuso de álcool e outras substâncias psicoativas”, explica. Ainda de acordo com a psiquiatra, em casos mais graves de abuso psicológico e até em situações de violência doméstica – quando o abuso inclui também agressões físicas –, é comum o surgimento da ideação suicida não estruturada, comportamentos de automutilação e, em situações mais graves, a vítima pode, de fato, tirar a própria vida.

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Como manda o roteiro dos relacionamentos abusivos, os términos e voltas entre Flávia e Aline eram frequentes. É claro que a carga emocional gasta nesse vai-e-vem atrapalhava a cabeça da jovem de diversas maneiras. “Ela sempre estava me trocando por outra menina e eu sempre achava que essa outra garota era mais bonita, mais legal e mais interessante do que eu. Além disso, quando se é uma mulher negra namorando uma pessoa branca e essa pessoa sempre te troca por outras pessoas brancas, você começa a se questionar se o problema não é a sua cor”, relata Flávia.

Além das questões psíquicas, o emocional da estudante de medicina veterinária vivia ferido e os principais sentimentos que surgiram foram o medo e a culpa. “Vivia constantemente com medo de ser trocada. Eu tinha medo de falar alguma coisa e ser mal interpretada, porque, se eu a questionasse sobre alguma coisa, ela já me pintava como controladora, abusiva, como se eu privasse ela de algo, sendo que era o contrário. Era um jogo psicológico sem fim”.

O excesso de controle e a falta de individualidade é o que potencializava o relacionamento a ser ainda mais abusivo. A namorada de Flávia não deixava que ela saísse com as poucas amigas que restavam, entretanto, quando a cobrança vinha por parte da estudante, ela se esquivava e a culpava por ser controladora demais. “Eu achava que não tinha vida fora daquilo, que ninguém poderia me amar porque eu sempre seria uma pessoa tóxica dentro das relações. Hoje, com muita terapia, vejo que estava totalmente enganada”.

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Arte/Redação

Flávia terminou a relação em 2019. O estopim para colocar o fim no namoro foi após conquistar uma vaga de emprego que tanto desejava. Ela decidiu comemorar com a namorada, mas antes passaram numa loja onde Aline discutiu com um dos funcionários porque o valor da etiqueta de um produto estava trocado. O barraco foi armado e a namorada não poupou gritos e humilhações para o colaborador. Na tentativa de conter a discussão, Flávia também foi alvo de ofensas e xingamentos. A jovem conta que o episódio em que o jeito explosivo de Aline se sobressaia não foi isolado. “Era sempre assim e eu estava cansada de ser humilhada, eu disse que, quando saísse pela porta da casa dela, seria a última vez. E mantive minha palavra. Foi difícil, mas eu não aguentava mais”, relata. 

Conseguir sair desse relacionamento tóxico só foi possível com a ajuda das amigas com quem ainda mantinha contato, que sempre a aconselharam a enxergar além daquele namoro. Implorar por amor ou atenção já não fazia parte das exigências que Flávia tinha de amor ideal. “Escutem as amigas e a família de vocês, quem está de fora tem sim uma visão mais completa do relacionamento e pode enxergar situações que você, quando está dentro, não consegue perceber”, aconselha.

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“Sua mulher é brava, né?”

Quando falamos de relacionamentos abusivos, temos o costume de pensar que a vítima é sempre uma figura do sexo feminino. Talvez seja pelo machismo enraizado na sociedade, em que homens são vistos numa posição de autoridade nas relações, ou porque o contexto de um relacionamento tóxico no mundo heteronormativo não é tão discutido quanto deveria ser. E é preciso dizer que, sim, a maioria dos casos de abuso dentro de um relacionamento acontece da parte masculina para com uma mulher, no caso das relações heterossexuais. Mas não é a única forma de o abuso rolar.

Uma namorada abusiva ou agressiva é vista apenas como uma pessoa ciumenta ou “brava” dentro de uma relação. Entretanto, apesar de parecer incomum, essas figuras potencialmente tóxicas existem e fazem estragos emocionais grandiosos com quem se relacionam. Para o advogado Bruno*, de 23 anos, sair de um relacionamento abusivo só foi possível depois do apoio dos pais e de muita terapia. Durante um ano, ele namorou Giovana, uma moça que sofria de depressão e ansiedade, fatores que ele acredita terem potencializado a dependência emocional da jovem. 

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Arte/Redação

É importante citar que, ao entrar neste relacionamento, ele já trazia feridas emocionais do seu último namoro, em que foi traído. Para a psicóloga Flávia Maia, apesar de não ser uma regra, essa condição pode, sim, favorecer um relacionamento abusivo. “Geralmente, são pessoas fragilizadas emocionalmente, que possuem questões de baixa autoestima e confiança já abalada, além de possíveis traumas advindos de relações anteriores. Essa vítima entra na relação encantada por promessas de que ‘desta vez será diferente’. A carência de uma pessoa pode levá-la a situações de extrema dependência emocional do abusador”, explica.

O começo do relacionamento era muito tranquilo, os dois tinham pensamentos parecidos em muitas coisas e lidavam bem com as diferenças – ele é ateu e ela havia entrado para o Xamanismo, onde praticava os rituais de Jurema e do Ayahuasca

Por ela morar sozinha em São Paulo e ele passar muito tempo na cidade por causa do trabalho, os dois ficavam muito tempo juntos.  O rapaz chegou a morar oficialmente com ela por um mês – e foi aí que a relação começou a desandar. 

Desde o começo, Bruno estabeleceu seu pensamento quanto à religião e, a princípio, não foi um problema. Mas, morando juntos, a questão religiosa começou a pesar. “Uma vez, brigamos porque ela disse que ‘não poderia estar com alguém que não seguisse o mesmo caminho de luz’. Durante essa discussão, ela disse que tinha voltado a falar comigo porque, no ritual de Jurema, teve um visão que nós estaríamos juntos pela vida toda e que era pra eu seguir o caminho com ela ou acabar com nosso relacionamento”.  

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“Eu acabei cedendo e fui conhecer a crença dela, fiz isso por medo de terminar o relacionamento, eu gostava demais dela e talvez ainda goste. Mas o ponto é que, a partir desse dia, o relacionamento acabou sendo regido por chantagens, e eu, sempre com medo de terminar, comecei a abrir mão das coisas”, relata.

As chantagens em relação à religião foram apenas as primeiras das muitas que estavam por vir. Bruno passou a deixar de ver os pais aos fins de semana porque a namorada não gostava e só encontrava os amigos escondido para evitar brigas. A mentira passou a servir como porta de entrada para uma vida social mais ativa. 

“O problema era que eu servia como a lata de lixo dela, eu sempre era culpado por coisas que eu não conseguia ajudar, como no trabalho. Ela exigia que eu fosse o remédio dela, coisa que eu não conseguia ser. Dizia que, se eu não a ajudasse, não merecia estar com ela”, conta. 

O comportamento abusivo de Giovana fazia com que a pressão psicológica em Bruno fosse tão grande que o impedia de estar com pessoas que gostava. “Era véspera do meu aniversário e ela não queria deixar eu comemorar, porque eu não poderia dar 100% da minha atenção pra ela. Ela não aceitava menos do que isso e chegou a dizer que a minha felicidade era a tristeza dela. Isso acabou comigo, foi quando eu vi que realmente não dava mais”, relembra.

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Arte/Redação

Bruno admite que se tornou uma pessoa que duvida muito de si mesmo e que se sente responsável por tudo de errado que acontece com as pessoas ao seu redor. Além disso, o medo era constante na relação. Ele se sentia muito sufocado. Para ele, a terapia foi a saída mais justa de ser sincero com seus próprios sentimentos. 

Para a psicóloga Flávia, apenas uma rede de apoio e a busca por tratamento psicológico podem ajudar quem precisa sair dessa situação. “Com a terapia, essa pessoa vai se fortalecer e encontrar mecanismos internos para ter clareza da relação que está vivendo. A empatia é fundamental. Todos estamos sujeitos a passar por um relacionamento abusivo, afinal, somos todos feitos da mesma constituição: carne, ossos e sentimentos”, finaliza.

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