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Retrospectiva: Quebra de preconceitos

Temos a impressão de que vivemos em uma sociedade hetero e branca, mas a realidade não é assim. Reunimos histórias de vida que tentam mudar paradigmas

por redação 5 jan 2021 00h16

Exemplos não faltam, mas nunca é demais lembrá-los. A mídia em geral transparece uma hegemonia branca e heterossexual em seus programas de entretenimento e em seus noticiários, mas sabemos que não é assim.

No Brasil, a desigualdade social atinge igualmente os negros e as mulheres, e duplamente as mulheres negras. Há mais mortes, menos emprego, menos renda. E, mesmo assim, há muita batalha para continuar a sobreviver.

Ao longo do ano, mostramos aqui na Elástica histórias de pessoas e de coletivos que estão essa batalha diária por uma vida melhor. De donas de casa até chefs de cozinha, passando por esportistas e acadêmicos, esses são retratos que você deveria conhecer.

Shay Ola

Gastronomia africana em ascensão

Aqui no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos, a culinária que veio da África começa a chamar a atenção. Seus sabores, cores e ingredientes originais fascinam, e com eles vêm uma nova leva de chefs negros que buscam seu lugar entre os melhores do mundo.

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Douglas Lopes / fotografia / Catarina Bessell/Ilustração

A liberdade de dançar depois dos 50

O machismo que rege nossa sociedade faz vítimas diárias, não apenas de violência física, mas de transtornos comportamentais. No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, um grupo de mulheres com mais de 50 anos tem se libertado das amarras patriarcais através da dança.

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Omar Monteiro/Reprodução

Política de Boteco

No Morro do Pinto, na região central do Rio de Janeiro, vive o jovem Omar Monteiro Junior. Negro, ele transformou sua vida administrando seu Bar do Omar, um reduto declarado da esquerda progressista na cidade.

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Amora Moreira/Ilustração

Elas são sementes

Renata Souza, Dani Monteiro e Monica Francisco cresceram na política junto com a vereadora assassinada Marielle Franco. Hoje, são deputadas estaduais pelo Rio de Janeiro, e carregam cotidianamente as lutas pelas quais a amiga morreu.

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Pablito Aguiar/Ilustração

O mundo parou com a pandemia. Elas, não

Enquanto mais de mil pessoas perdiam suas vidas diariamente com o coronavírus no Brasil, a quarentena não existiu para mulheres que precisam ser também chefes de suas famílias. Contamos a histórias de empregadas domésticas, auxiliares de limpeza e mães solteiras durante o pior da crise.

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Caio Guatelli/Fotografia

#VidasNegrasImportam?

A morte de George Floyd, brutalmente assassinado por policiais nos Estados Unidos, fez o movimento Black Lives Matter ganhar força em todo o planeta. No Brasil, onde um jovem preto morre a cada 23 minutos, o que significa lutar para viver até amanhã?

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Deri Andrade.
Deri Andrade. Deri Andrade/Divulgação

Muito além da tela preta

Jornalista e pesquisador, Deri Andrade está a frente de um dos mapas mais importantes da arte brasileira da atualidade, o Projeto Afro. Pela primeira vez na história da arte contemporânea nacional, alguém se dedica a encontrar pretos que merecem seu lugar ao sol em museus, galerias e nas casas de colecionadores.

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Ana Carolina da Hora/Arquivo

O dilema das redes pode ser solucionado pelas mulheres pretas

Enquanto um documentário bombástico chamado “O Dilema das Redes” acendeu o alerta vermelho sobre como as redes sociais estão moldando (para pior) nossas vidas, as vozes pretas e femininas foram deixadas de lado mais uma vez. Conversamos com teóricas que podem dar luzes para sairmos desse buraco, que parece não ter fundo.

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Jef Delgado/Fotografia

Masculinidades negras: do rompimento aos afetos

Homens pretos morrem mais, ganham menos e são hipersexualizados pela sociedade. Mas muitos deles lutam, com força e ternura, para mudar esse cenário. Conversamos com sociólogos, escritores, pesquisadores e psiquiatras sobre o tema.

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Renato Nascimento/Fotografia

“Eu sou uma sobrevivente”

Primeira mulher trans a ser eleita vereadora em São Paulo, Erika Hilton falou conosco em plena campanha, sem restrições. Da juventude na prostituição até se tornar fenômeno político, sua história deve ser ouvida para que menos corpos trans sejam mortos em todo o país.

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