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Vício em pornografia existe?

A resposta é sim e esse comportamento compulsivo pode influenciar o dia a dia, dentro ou fora das quatro paredes

por Camila Rosa 15 fev 2021 00h23
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os oito anos, Levi* se divertia de uma maneira diferente do que a maioria dos garotos de sua idade. Entre passos calculados, ele conseguia, sorrateiramente, passear pela antiga gráfica de seu pai em busca das revistas de pornochanchada, muito famosas na época. Ali, no coração da cidade de São Paulo, precisamente no bairro do Cambuci, ele teve seu primeiro contato com a pornografia, que mais tarde se tornaria um empecilho em sua vida. 

No caso dele, alguns fatores externos colaboraram para que o interesse por assistir cenas de sexo durante horas a fio se transformasse em compulsão. Seu contato com a pornografia e o sexo sempre foi muito ativo: quando completou 13 anos, seu pai – um homem rígido e controlador – o levou para um bordel para que perdesse a virgindade. Anos mais tarde, teve a oportunidade de trabalhar em editoras que produziam fotonovelas de conteúdo adulto, além de revistas como a Hustler, G Magazine e Sexy, tiragens da editora Fractal. 

“Nós vivíamos em um ambiente de fábrica e automobilismo, o machismo exalava ali. Era outro tempo, em que a masculinidade e a obrigação de ser fodão era maior, ainda mais tendo um pai muito agressivo e ausente. Falar sobre sexo me aproximava do meu pai. Era muito confuso para mim, porque por um lado eu gostava dessa pressão, mas, por outro, eu não tinha pressa em descobrir algumas coisas, mas em momento algum isso foi respeitado. A vontade do meu pai em ter filhos ‘varões’ e ‘machos’ se sobressaía a toda e qualquer vontade minha e dos meus irmãos”, conta Levi.

“Nós vivíamos em um ambiente de fábrica e automobilismo, o machismo imperava ali, a obrigação de ser fodão era enorme, ainda mais tendo um pai muito agressivo e ausente. Falar sobre sexo me aproximava do meu pai”

Levi

Vale lembrar que, no início dos anos 2000, época em que Levi deixava a adolescência e iniciava a vida adulta, a facilidade de acessar conteúdos pornográficos e com teor sexual não era tão grande quanto hoje. Restavam para ele duas saídas, além dos conteúdos que tinha contato no trabalho: alugar filmes na sessão para maiores de 18 anos da locadora e conversar com pessoas desconhecidas em chats online de paquera.

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Pornô.com

Com o avanço da democratização do acesso à internet nos últimos anos, democratizou-se também o acesso a conteúdos pornográficos. Hoje, conteúdos nacionais e internacionais estão a apenas um clique de distância, o que aumenta os riscos de desenvolver uma compulsão caso a pessoa já seja propensa a isso. “Percebi que consumir a pornografia me atrapalhava a partir do momento que eu comecei a atrasar entregas do trabalho. Eu morava sozinho e não tinha muita disciplina para terminar meus freelas. Se eu tivesse com o computador aberto, eram 3 minutos de trampo e logo abria outra aba para ir atrás de alguma merda”, relata.  

Na época, o designer assistia vídeos pornográficos mais de seis vezes ao dia, todos os dias da semana. Hoje, aos 41 anos, depois de formar uma família e com um cenário pandêmico que o impede de ficar mais tempo sozinho em casa – ele está acompanhado do filho e da mulher na maior parte do tempo –, a frequência diminuiu, apesar de continuar diária. “O Levi de 28 anos com certeza não lidaria tão bem com essa compulsão durante a pandemia”, admite. 

Para a sexóloga e psicóloga Maitê Silva Cambraia, o consumo depois da COVID-19 aumentou. “As pessoas que não tinham o costume de assistir, hoje passaram a ver com mais frequência. A quarentena exerceu uma influência significativa em cima do que estamos fazendo com nossos corpos e nossa sexualidade”, conta. 

“A quarentena exerceu uma influência significativa em cima do que estamos fazendo com nossos corpos e nossa sexualidade”

Maitê Silva Cambraia, sexóloga
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No início da pandemia, alguns sites de conteúdo erótico como o Pornhub liberaram o acesso à area paga por 30 dias de forma gratuita, com o objetivo de incentivar que as pessoas permanecessem em casa. O resultado foi tão positivo que o acesso ao site cresceu quase 600% comparado ao mesmo período em 2019, de acordo com uma pesquisa desenvolvida no primeiro semestre de 2020 pela Netskope, empresa americana de software de segurança.

“A pandemia contribuiu muito para o crescimento da procura por vídeos pornográficos e isso pode ter servido, sim, de gatilho para o aumento do vício. O único problema é que a pessoa viciada leva um tempo para perceber que está dependente, ainda mais estando em isolamento social porque, de um modo geral, ela não precisa se relacionar com outras pessoas ou então sair de casa com tanta necessidade. A longo prazo, ela pode ter dificuldade para se relacionar com parceiros, ou então sentir ainda mais necessidade de consumir esse conteúdo para ter algum tipo de satisfação sexual. Uma hora a pandemia vai acabar e as relações vão precisar ser retomadas”, comenta a sexóloga.

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Como medir o vício?

Segundo Paulo Tessarioli, sexólogo e presidente da ABRASEX – Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual, a frequência de consumo não serve de régua para medir o vício. “Assim como acontece com qualquer vício, o consumo passa a ser um problema quando a vida da pessoa passa a depender ou acontecer a partir deste consumo. A medida aqui não é importante: se faz isso todo dia, toda hora, mas a relação com o objeto, com apenas aquele objeto – no caso, o vídeo pornô – e a maneira pela qual esta relação se desenvolve”, explica.

“Toda compulsão pode ser perigosa, porque agindo compulsivamente a pessoa não identifica seus próprios limites”, ressalta. Além disso, o consumo desenfreado pode afetar o indivíduo psicologicamente, tornando-o dependente de prazer, ou seja, numa busca desenfreada pela satisfação e com dificuldades cada vez maiores para superar as adversidades da vida comum. “O sentimento mais comum para as pessoas que se consideram viciadas é a vergonha, principalmente a vergonha pelo fato de não conseguir se controlar. É um ciclo vicioso”, afirma.

Quando falamos do número de consumidores desse conteúdo em território nacional, a resposta pode ser chocante. Só no Brasil, cerca de 22 milhões de pessoas assistem conteúdos pornográficos, sendo que 76% desse número está restrito ao público masculino. A pesquisa foi desenvolvida pela Quantas Pesquisas e Estudos de Mercado, depois de um pedido do Sexy Hot, canal de TV paga voltado para conteúdos eróticos.

Embora a ABRASEX ainda não tenha pesquisas ou dados exatos sobre a quantidade de pessoas viciadas em pornografia no Brasil e no mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconheceu o Transtorno do Comportamento Sexual Compulsivo, ou seja, o vício em sexo como um distúrbio mental, incluso na Classificação Internacional de Doenças (CID). De acordo com os dados, cerca de 2% a 6% da população mundial é classificada como portadora do distúrbio, que envolve a falta da capacidade de controlar impulsos sexuais repetitivos. 

Mas por que é tão difícil pausar ou parar um vídeo pornô – ou mesmo decidir não assistir? Maitê explica que, ao assistir esse conteúdo, você aciona setores cerebrais do sistema de recompensa rápido. Ou seja: você escolhe o vídeo, assiste e tem um prazer rápido, quase instantânea, e logo precisa de mais para se satisfazer. Ciclo semelhante ao que acontece no nosso cérebro ao consumir drogas de ação mais imediata, como a cocaína e a morfina.

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Foi assim para Carla*, 20, quando iniciou seu contato com a pornografia ainda menina, aos 12 anos. Ela assistiu seu primeiro pornô num canal da TV aberta durante a madrugada. O filme foi a faísca para que Carla começasse a pesquisar e buscar mais sobre esse tipo de entretenimento. Apesar de não consumir todos os dias, a garçonete acredita que a pandemia tenha sido uma alavanca para o aumento do seu próprio consumo. “Eu assisto bastante hoje em dia. Num nível que já não acho que seja saudável pra mim. Com a pandemia, a frequência aumentou, fiquei muitos meses em casa saindo apenas para o essencial, acabei ficando muito entediada e com tesão acumulado”, disse Carla.  

Segundo a jovem, o consumo fica mais exagerado nos dias em que está mais estressada ou de TPM, quando sente a libido mais aflorada. Para ela, a pornografia trouxe dilemas que não eram tão comuns antes. “Eu não consigo mais me masturbar sem assistir. Eu durmo mal todas as vezes que assisto porque passo muito tempo em frente ao computador procurando novos filmes”, relata.

Outra queixa de Carla é que, mesmo compreendendo o sexo visto nos filmes não passa de ficção, a indústria pornográfica criou jeitos de fazer sexo e valores relacionados à prática que causam frustração. “Mesmo tendo transas ótimas e que me satisfazem eu sempre tenho o pensamento de que o meu sexo não é tão bom quanto o que é feito na pornografia. Eu passei muito tempo da minha vida acreditando que um pênis maior daria mais prazer”, conta.

“Mesmo tendo transas ótimas e que me satisfazem eu sempre tenho o pensamento de que o meu sexo não é tão bom quanto o que é feito na pornografia. Eu passei muito tempo da minha vida acreditando que um pênis maior daria mais prazer”

Carla

Maitê explica que esse pensamento acontece porque a pornografia é um recorte apenas do ato sexual, com performances exageradas, não ensina sobre assertividade na comunicação entre os parceiros e pouco fala sobre as preferências de cada um ao ir para a cama com alguém. Um dos possíveis resultados desse excesso de pornô é que, na hora de esse telespectador de fato engajar em atividade sexual, isso aconteça apenas com movimentos ensaiados. “Sentimentos como insuficiência, no sentido de se comparar com os corpos dos filmes, ou então ansiedade de desempenho, que ocorre pela vontade de reproduzir uma performance igual a do filme num tempo maior, podem acontecer nesses casos. Além de uma insegurança muito grande, claro”, assegura.

Foi o que aconteceu com Levi, que teve na pornografia a principal escola sexual, onde aprendeu a como se comportar na cama e se relacionar com outras mulheres – nem sempre de uma forma respeitosa. “Toda vez que eu saía com uma mulher, tentava imitar um filme diferente que tinha visto. Eu acho que você vai perdendo o respeito, porque, querendo ou não acaba, reproduzindo o que vê muito na tela. Fica muito fácil você se tornar um cara escroto e que só pensa no próprio prazer”, revela.

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A pornografia é falocêntrica e machista

Se para os homens o cenário é preocupante, não se surpreenda: é pior ainda para as mulheres. No caso delas, que já sofrem com padrões de beleza em muitos âmbitos – novelas, filmes, internet – , a pornografia só ajuda a reforçar comportamentos depreciativos e negativos sobre o próprio corpo.

“As mulheres que são colocadas nesses filmes têm corpos perfeitos, totalmente dentro do padrão, com vaginas rosadas e depiladas. Existe uma infantilização do corpo, ou seja, quanto mais jovem, mais atraente e ideal o corpo é. A pornografia heteronormativa reforça estereótipos de padrões de beleza que podem ser perigosos”, acredita Maitê.

De acordo com Maitê, parte das causas do vício em pornografia é a ausência de educação sexual. “A pornografia se tornou um meio pelo qual as pessoas aprendem sobre sexo. Elas acabam tomando esse conteúdo como realidade e acreditam que as relações são daquela forma, o que pode levar a uma reprodução de comportamento por falta de informação”, explica.

Segundo ela, os filmes pornô trazem à tona não só padrões estéticos, mas também comportamentais – e, em ambos os casos, machistas. As mulheres estão sempre em evidência de forma objetificada, como se aquele corpo estivesse disponível para qualquer situação em benefício do prazer masculino. No caso da pornografia lésbica, o enredo também não representa o prazer feminino, uma vez que também é pensado para o prazer do homem que irá assistir. “Mesmo nos filmes lésbicos, você reconhece o olhar heteronormativo, com uma visão de poder, machismo e patriarcal, nessas produções”, conta. 

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Pensar em alternativas para um consumo saudável parece ser difícil quando se analisa esse cenário, repleto de conteúdos machistas, misóginos e abusivos. Mas, para a Maitê, vale a pena investir em outras mídias, menos incisivas. “Existem outras formas de se consumir pornografia. Podcasts e contos eróticos podem ajudar a estimular a imaginação. Para mim, a ideia de consumir um ‘novo pornô’ vem da desconstrução e da aproximação das pessoas com um sexo real”, ressalta. 

Além da performance afetada e centrada apenas no prazer masculino, será que o excesso de pornografia pode contribuir para deixar os homens mais violentos? “Eu acho que depende muito do tipo de filme que você vê. Tem filmes que são mais amorosos e não acho que influencia. Mas o cara que consome vídeos que incitam o estupro podem banalizar a atitude e não ver como um problema, eu acho que pode esbarrar nisso”, afirma Levi. 

A sexóloga explica que nem sempre as duas coisas estão relacionadas. “Vai ter gente que vai gostar de apanhar na cama e não gostar de apanhar na rua. É importante a gente falar sobre consentimento. Se o casal está de acordo e curte as práticas, porque criticá-las?”, pergunta, lembrando sobre práticas como o BDSM, em que o prazer sexual está ligado à dor e a comportamentos de submissão durante o sexo – sempre consensualmente, é claro.

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Novas perspectivas

Sabendo de todas as dificuldades que o vício em pornografia pode trazer, fica a pergunta: como solucionar esse problema, então, se você estiver passando por isso? Um dos caminhos é procurar filmes pornográficos que se intitulam feministas, que buscam retratar e expor as vontades e anseios das mulheres na hora do sexo, uma vertente que vêm ganhando mais espaço nos últimos anos. A ideia é ter um olhar feminino durante toda a produção audiovisual, desde a montagem do roteiro, execução das cenas e edição final – o que acaba contribuindo também para um maior número de mulheres envolvidas na produção desse tipo de filme. 

Nem isso garante, no entanto, que as consequências finais sejam muito diferentes do que vemos nos filmes tradicionais. “Será que a gente vai conseguir atingir um patamar de não-objetificação do corpo feminino ainda que construa uma pornografia voltada para mulheres?”, problematiza Maitê.

“Será que a gente vai conseguir atingir um patamar de não-objetificação do corpo feminino ainda que construa uma pornografia voltada para mulheres?”

Maitê

Apesar da objetificação, a sexóloga acredita que muitas pessoas estão, sim, interessadas em consumir uma pornografia mais alinhada com a realidade, longe de uma ótica machista e de submissão. “A desconstrução desse machismo se dá no dia-a-dia, com a ajuda da educação sexual. Quanto mais a gente ampliar nosso olhar para outras formas de pornografia, mais vamos nos distanciar dessa visão sexista, olhando para nossos corpos de uma forma diferente”, acredita.  

Para Levi, conseguir mudar esse comportamento não foi uma conquista almejada a longo prazo, aconteceu de repente e só foi possível graças a um curso de liderança e autoconhecimento oferecido pela empresa onde trabalhava. Foi necessária uma entrevista antes de iniciar as atividades, para que a equipe de preparação soubesse qual era a necessidade de cada participante. No caso de Levi, a sua relação com o pai era a mais conflituosa que ele carregava. 

Aos 17 anos, Levi saiu de casa. Seu pai era um homem muito agressivo e situações de violência doméstica eram quase rotina em seu lar. Qualquer coisa se tornava motivo para repressões e surras. Ele acredita que essa relação conturbada colaborou para sua formação como ser humano. “Hoje, vendo de fora, acredito que todo sentimento e comportamento, como ansiedade e medo, estava diretamente ligado a minha necessidade interna de ser perfeito dentro de um padrão pré estabelecido pelo meu pai. Durante esse curso, consegui perdoar tudo e realmente iniciar uma nova relação com ele. Ainda gosto muito de ver vídeos de sexo, acho que acabou se tornando uma parte de mim, mas após esse curso, tenho total controle sobre esse lado e ele não me prejudica mais como antes”, relata.

“Ainda gosto muito de ver vídeos de sexo, acho que acabou se tornando uma parte de mim, mas após esse curso, tenho total controle sobre esse lado e ele não me prejudica mais como antes”

Levi
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Já no caso de Carla, diminuir a frequência é algo que ela pretende fazer muito em breve, embora ainda não tenha procurado ajuda nesse sentido. Ela busca conteúdos e até conversa com amigas que conseguem exercitar a imaginação sexual sem precisar, de fato, de conteúdo pornográfico para ajudar. “Antes da pandemia, fiquei bastante tempo sem consumir, mas agora está difícil parar, embora eu queira muito”, relata.

“Antes da pandemia, fiquei bastante tempo sem consumir, mas agora está difícil parar, embora eu queira muito”

Carla

Vale reforçar que falar sobre diminuir o consumo de pornografia se torna ainda mais difícil dada a facilidade de acesso. “Eu não acredito que a pornografia acabe, mas, à medida que a gente começar a trabalhar em cima do machismo, novos enredos vão sendo construídos e uma nova visão sobre a sexualidade pode ser estabelecida. Para mim, a educação sexual seria uma fonte de solução muito legal para essas pessoas, é um assunto que precisa ser discutido em casa e na escola. A importância da educação sexual não se limita apenas ao público jovem, é importante que o adulto trabalhe sua visão a respeito da sexualidade. ‘Como eu vou conversar com meu filho sobre sexualidade se eu ainda tenho muitos tabus e não entendo como estabelecer uma relação sadia?’”, finaliza a sexóloga Maitê.

Carla* e Levi* – são nomes fictícios, os personagens decidiram manter suas identidades em sigilo.

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Abra sua mente

Três dicas para ampliar seu leque de pornôs com conteúdos mais reais

Panty Nova
A loja erótica Panty Nova decidiu não só vender produtos sexuais como explorar a imaginação de seus clientes também. No site você encontra diversos contos eróticos disponíveis em versão de texto ou podcast. Dá pra explorar a mente, viu?

Minha Amiga Quer Saber
As sex coaches Dani Ribeiro e Líliam Resende comandam o podcast Minha Amiga Quer Saber com conversas bem apimentadas sobre assuntos relacionados a sexo, de uma forma descontraída, alto astral e curtinha – os episódios têm, no máximo, 10 minutos.

Erica Lust
Você tem um minuto para ouvir a palavra de Erica Lust? A produtora e diretora sueca de filmes pornô ganhou fama por se destacar dentro da pornografia feminista. Seus enredos pretendem trazer a mulher como parte central do filme. Elogios não faltam, tá?

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