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Jade Baraldo na Cama Elástica

A cantora fala sobre a nova era de sua vida e enfrenta nosso questionário

por Alexandre Makhlouf Atualizado em 7 out 2021, 15h40 - Publicado em 1 set 2021 23h02

Em um rápido papo com Jade Baraldo, a cantora deixa claro que ela não está – nem nunca esteve – para brincadeira. Cada resposta é cravada, cada opinião é certeira e as palavras, muito bem pensadas, vêm rápido para solucionar a pergunta. Características que condizem com a “nova era” em que Jade anuncia ter entrado, fruto de mudanças radicais que ela viveu no último ano e meio. Junto com a pandemia, que a tirou dos palcos e represou sua energia, veio também o término de um relacionamento, uma mudança de casa, o fato de morar sozinha pela primeira vez e o contrato com a Warner Music, gravadora de proporções globais que a tiraram da cena independente.

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Ilustração sobre foto de Rodolfo Magalhães/Divulgação

“Sou uma pessoa que gosta do recomeço, estou sempre em processo de morte e renascimento. A pandemia acelerou vários processos, inclusive os de mudança, que acho que aconteceriam em cinco anos se não estivéssemos vivendo isso. Senti uma urgência de mudança de posicionamento e não estar perto do público foi muito difícil, é uma energia que a gente desconta no palco que não tem como substituir”, ela conta.

E é com o single “Não ama nada”, lançado há pouco menos de um mês, que ela inaugura mais esse recomeço, cheio de atitude e de segurança. Um recomeço “brutalmente feminino”, em suas palavras. “Acho que ser brutalmente mulher é se posicionar, falar, ter atitude. Um dos conselhos que eu gostaria de ter recebido desde pequena é que ter voz é mais importante do que parecer doce e meiga. As meninas são educadas a acolher, ter essa coisa maternal, que é importante também, mas é muito mais importante se posicionar e fazer desconfortável alguém que te desrespeita. É sobre isso que eu vou falar a partir de agora, foi isso que a pandemia mais mexeu na minha cabeça. Senti essa urgência de dar voz às mulheres.” Cheia de energia e claramente pronta pro combate, Jade é a convidada da semana na nossa Cama Elástica, uma série de perguntas às vezes divertidas, às vezes sentimentais, que resgatam parte do passado de cada entrevistado e, ao mesmo tempo, o faz pensar no que vem por aí. Se liga:

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Cama Elástica

Qual sua qualidade favorita sobre você mesmo?
Lealdade, sou uma pessoa muito leal.

E o defeito seu você jamais mudaria?
Acho que é a sinceridade. Eu tenho uns sincericídios que às vezes me sinto uma criança, faço umas perguntas meio na inocência, mas isso acaba sendo um defeito.

Onde você busca inspiração naqueles dias em que não quer sair da cama?
Eu penso em todas as minhas responsabilidades, nas pessoas que eu represento e que de certa forma me escutam. Penso nessa representatividade e que eu preciso levantar e seguir, nem que seja só arrumar a cama. O importante é começar por algo.

Qual música não sai da sua lista de preferidas?
“Forever”, da Sa-roc. A letra é a história da minha vida (risos). Quando eu tô mal, escuto essa música, acho que complementa a pergunta de cima. Me dá uma força absurda, realinha meus chackras.

Qual livro mudou sua vida? Por quê?
Foram dois livros. O primeiro é Mulheres que correm com os lobos, um clássico, e o outro é O Livro de Lilith, o resgate do lado sombrio do feminino universal. É brutal.

Descreva uma noite ideal para você
Aquele sexo gostoso, um vinhozinho, um frio que não é muito frio… E dança. Eu gosto mais de uma noite intimista. Agora, para uma coisa mais agitada, seria um show. Fico na dúvida se eu gosto mais de transar ou de fazer show.

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Arte/Redação

Dê uma gongada gratuita em alguém
Bolsonaro, por que você não morre? Qualquer tipo de praga, pelo amor de deus, só morre.

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Como foi seu primeiro beijo?
Como é que eu vou lembrar disso? Acho que foi no jardim de infância, mas não lembro direito.

O que você diria para o maior desamor da sua vida (até agora)?
Nossa… tomara que volte pra você tudo que você deseja pra mim. Tomara, não, vai voltar.

O que é imperdoável para você em uma relação?
Traição, mas não no sentido de ficar com outra pessoa, não isso. Isso é uma coisa à parte. Agora, no sentido de mentira, de passar pra trás, de não ser transparente com questões que envolvem dinheiro… Eu já afasto a pessoa logo quando vejo que isso pode acontecer. Ser desleal. Mau caratismo, tchau!

De qual trabalho seu você mais se orgulha?
Eu gosto muito de “Vou Passar”, é um grito de guerra, foi num momento muito especial da minha vida, uma primeira música que nem imaginava que me levaria até “Não ama nada”.

Qual a frase mais sábia que já te disseram?
A medida entre o veneno e o remédio é a dose. Acho que eu tatuaria isso.

Qual seria o título da sua biografia?
Eu sou libriana, porra! (risos) Essa é uma pergunta muito definitiva, achei sacanagem. Seria algo do tipo: “Tudo que você gostaria de saber sobre Jade Baraldo” ou “Os mistérios por trás de Jade”.

E quem interpretaria você no cinema?
De estrangeiro, gostaria da Jennifer Lawrence. E, brasileira, acho que a Marina Ruy Barbosa, só porque ela é ruiva.

Qual seria seu primeiro decreto como presidente da república?
Liberar dinheiro para a educação.

E, por último, quem você gostaria que respondesse esse questionário?
Marina Sena.

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Arte/Redação
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