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Larissa Luz na Cama Elástica

A cantora, que acaba de lançar seu EP "Deusa Dulov Vol.1", encara nosso questionário

por Alexandre Makhlouf Atualizado em 2 fev 2022, 17h39 - Publicado em 30 jan 2022 21h45
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Clube Lambada/Ilustração

esconstruir e reconstruir Afrodite sob o olhar de uma mulher preta. É assim que a rapper Larissa Luz define seu novo EP Deusa Dulov Vol.1, lançado na última sexta-feira e composto por cinco faixas que falam de amor afrocentrado de um jeito bem direto e… caliente. A primeira delas, “Afrodate”, tem parceria com Tropkillaz e ganhou um clipe que segue a mesma linha. “A música e a arte são um caminho de transformação, ferramentas para que a gente possa evoluir emocionalmente, psicologicamente, estruturalmente… Estamos aprendendo sobre o amor entre nós, constantemente, e me sinto assim: em constante aprendizado e evolução, construindo passo a passo um cenário harmonioso, descolonizado, onde nosso povo é uma constatação futura em contradição à planejada extinção que traçaram para nós”, ela conta.

Dedicar todo um EP para essas questões, na visão da artista, é um desses passos para, aos poucos, questionar o que pessoas negras aprendem desde pequenas em relação ao amor e à forma de se relacionar. “O resgate de possibilidades, acessos e sentimentos que nos foram negados durante um processo árduo de colonização não é algo supérfluo, é extremamente relevante dentro da nossa busca de viver numa realidade mais igualitária e menos violenta”, completa.

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Arte/Redação

E, se é para fazer isso, ainda melhor que seja de forma leve, descontraída e dançante. “O sofrimento é inerente à nossa existência, tentar passear por questões complexas com leveza e otimismo é acreditar na nossa felicidade. Eu acredito!” É com essa energia que Larissa Luz responde nossa Cama Elástica, uma série de perguntas às vezes divertidas, às vezes sentimentais, que resgatam parte do passado de cada entrevistado e, ao mesmo tempo, o faz pensar no que vem por aí. O resultado você confere aqui embaixo:

Cama Elástica

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Qual sua qualidade favorita sobre você mesmo?
Vixe! Acho que sou divertida! Gosto disso!

E um defeito que você jamais mudaria?
Nenhum! Quero sempre mudar meus defeitos e acredito que posso. Estou sempre buscando.

Onde você procura buscar inspiração naqueles dias em que não quer sair da cama?
No axé! Escuto pontos, rezo, me conecto com meus ancestrais e eles me fortalecem.

Qual música não envelhece, não sai da sua lista de preferidas?
Várias de Gil, de Nina Simone, Os Tincoãs…

Qual filme mudou sua vida? Por quê?
O filme Queen & Slim – Os perseguidos! Me abriu um portal para pensar sob perspectivas diferentes sobre o amor afrocentrado.

Descreva uma noite ideal para você
Dormindo 10 horas seguidas, sem interrupções, sem sonhos estranhos e de preferência de conchinha com alguém bem massa… Amo! (risos)

Dê uma gongada gratuita em alguém
Só consigo pensar no presidente! Já deu!

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Arte/Redação

Como foi seu primeiro beijo?
Fia…Tanto tempo isso aí (risos). Mas lembro que foi esquisito, o boy não sabia direito, babação e essas coisas.. Ainda bem que não traumatizei!

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O que você diria para o maior desamor da sua vida (até agora)?
Eu não guardo mágoas, guardo nomes!

O que é imperdoável para você em uma relação?
A falta de cuidado, descaso, falta de cumplicidade e violências!

De qual trabalho seu você mais se orgulha?
Poxa! Não consigo escolher! 

Qual a frase mais sábia que já te disseram?
Você é aquilo que ama e não quem ama você.

Qual seria o título da sua biografia?
Demasiadamente intensa.

E quem interpretaria você no cinema?
Elza Soares!

Qual seria seu primeiro decreto como presidente da república?
Legalização do aborto.

E, por último, quem você gostaria que respondesse esse questionário?
A jornalista e apresentadora Rita Batista.

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Ilustração/Redação
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