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Buzz Lightyear e seis curiosidades da vida no espaço

Assistimos ao novo filme da Disney e Pixar, “Lightyear”, e conversamos com duas astronautas sobre a vida fora da Terra

por Beatriz Lourenço Atualizado em 16 jun 2022, 22h57 - Publicado em 10 jun 2022 17h21
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Arte/Redação

inegável que a franquia de filmes Toy Story fez parte da vida de várias crianças. Nos quatro longas lançados, acompanhamos o crescimento de Andy e sentimos aquele quentinho no coração ao seguir as aventuras dos brinquedos de seu quarto. Um dos favoritos é Buzz Lightyear, um herói astronauta que agora ganha um novo filme da Disney e Pixar. Porém, os fãs que moram na Malásia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait não poderão conferir o longa, já que ele foi censurado por conta de um beijo protagonizado por uma personagem lésbica. Como assim?! Para entender a polêmica, é preciso saber primeiro qual o enredo do filme.

Lightyear estreou nos cinemas brasileiros na última quinta-feira, 16 de junho, e acompanha o lendário patrulheiro espacial após ele e sua equipe ficarem presos num planeta hostil a 4,2 milhões de anos-luz da Terra, T’Kani Prime. Como o erro foi seu, Buzz toma para si a responsabilidade de tentar salvar seus amigos – mas essa não será uma tarefa fácil. Para reabilitar a nave, é preciso fazer testes de velocidade no espaço mas, a cada minuto que ele passa fora, um ano se passa na base de operações.

Acontece que, enquanto ele tenta finalizar a missão, seus companheiros se estabelecem onde caíram e conseguem viver suas vidas de forma adaptada. Quem lhe ajuda nesse processo é Alisha Hawthorne, comandante de longa data de Buzz e sua melhor amiga. Sempre habilidosa, competente e confiável, Alisha investe nas pessoas, orienta e acolhe os novatos, sendo também alguém que vai tornar a vida melhor possível diante das circunstâncias.

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Acontece que Alisha é uma mulher negra, lésbica e com um cargo no alto escalão, que vive uma história de amor tratada de forma leve pelos criadores do filme. Esta é a segunda personagem abertamente LGBTQIA+ em um filme do estúdio e a primeira a protagonizar um beijo homoafetivo. Em uma entrevista, a produtora Galyn Susman ressaltou a importância da cena.

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“É um momento tocante. Ajuda o Buzz a ver o que ele é… É a vida que ele não tem e está sendo vivida na frente dele por sua melhor amiga,. Ele não tem esse tipo de relacionamento. Ele não tem um filho. Ele não tem o que ela tem”. A dublagem original é de Uzo Aduba, uma mulher também negra e LGBTQIA+ – o que mostra que a Disney está entrando com seriedade nas discussões sobre representatividade.

Polêmica entendida? Então, voltamos para o enredo de Lightyear. Em sua trajetória para encontrar um caminho de volta para casa e algumas gerações depois, o Buzz encontra um grupo de recrutas ambiciosos e um encantador gato-robô de companhia, Sox, que se juntam ao herói. Porém, para complicar a situação, Zurg, uma presença imponente, e seu exército de robôs impiedosos chegam no planeta com um compromisso misterioso. É possível dizer que este é um filme dentro do filme – é ele que Andy viu em Toy Story e que despertou sua paixão pelo boneco.

Ao longo da produção, pensamos se várias das situações enfrentadas por Buzz podem acontecer na vida real. Para solucionar essas questões, conversamos com duas astronautas brasileiras, Lorrane Olivlet e Laysa Peixoto, que contam um pouco sobre a vida no espaço.

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Disney Pixar/Divulgação

6 curiosidades da vida no espaço

É possível ficar preso em outro planeta?
Lorrane Olivlet: Com toda certeza! Um dos maiores problemas dessas missões para Marte não é chegar até lá, mas sair. Aqui na Terra há o centro de controle e lançamento para dar suporte quando você precisa, mas lá não tem nada.

Resolver missões exige estudo, testes e dedicação
Lorrane Olivlet: Já participei de alguns treinamentos, um deles foi o “Habitat Marte”. Nessa missão, vamos a um lugar parecido com o planeta e treinamos a caminhada extraveicular, fazemos uma espécie de plantação simulando como seria em Marte e até mergulhamos. Os estudos abrangem palestras, anotações e aprendizado com outros profissionais.

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Laysa Peixoto: As missões são mais complexas do que imaginamos, envolve muita gente, trabalho em equipe e planejamento de segurança. Também há um cronograma que precisa ser seguido para dar tudo certo. Antes de realizar a tarefa em si, há simulações de voo, de pouso e do que será feito.

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Disney Pixar/Divulgação

Roupas adequadas
Laysa Peixoto: A roupa é desenvolvida de acordo com as necessidades dos astronautas. Há a proteção térmica, porque no espaço é muito frio, e há um sistema ligado a um tubo de oxigênio para que eles consigam respirar e para o sangue circular da forma correta. Os trajes são confortáveis porque precisam possibilitar o movimento para que os astronautas consigam realizar suas tarefas.

Lorrane Olivlet: Também há a proteção contra as radiações cósmicas, que são muito importantes para evitar danos.

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Disney Pixar/Divulgação

Como é a comida no espaço?
Lorrane Olivlet: Não podemos levar alimentos que soltam pedacinhos. Se levarmos pão, por exemplo, ele pode se desfragmentar, sujar tudo e parar onde não deve. É claro que há aquela comida desidratada que fica no saquinho, mas já foi entregue até pizza para o espaço.

Laysa Peixoto: Uma vez um astronauta levou um sanduíche para o espaço escondido, aí a NASA proibiu esses alimentos.

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Disney Pixar/Divulgação

Pets no espaço
Lorrane Olivlet: Diversos tipos de bichos já viajaram: um macaco, a cadela Laika, moscas… A ideia dessas viagens para Marte é que as pessoas vivam por lá. Nesse sentido, também é preciso pensar no contexto social da convivência com outras pessoas e, claro, bichinhos.

Laysa Peixoto: Ainda assim, há dificuldades porque não é possível a comunicação caso haja algum problema com o animal. O valor dessa viagem é muito alto, por isso é um pouco complicado viabilizar isso.

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Disney Pixar/Divulgação

Mulheres no espaço e menstruação
Lorrane Olivlet: Quando a primeira norte-americana, Sally Ride, foi para o espaço, ela ficou apenas seis dias e, por ser a única mulher da equipe, perguntaram para ela se 100 absorventes eram ideais para esse tempo. Isso responde a duas coisas: há poucas mulheres nesse meio e o ciclo menstrual funciona normalmente. Mas é comum que elas tomem remédio porque isso deixa o dia a dia mais prático.

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