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Com a palavra, a Vulva

Por que falamos tão pouco sobre saúde íntima para pessoas com vulva? Precisamos mudar esse cenário – e trazer mais informação para quem precisa

por B.O.B + Elástica Atualizado em 10 dez 2021, 10h31 - Publicado em 10 dez 2021 00h08
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B.O.B íntimo/Fotografia

Falar sobre a parte sexual das nossas vidas é algo que chama a atenção desde que começamos a descobrir nossos corpos. Gostamos de conversar com amigas, amigos e amigues sobre nossas preferências, nossas experiências, nossas curiosidades. Debatemos a forma como chegamos ao orgasmo e fantasiamos sobre aquela outra pessoa que estamos interessades e queremos paquerar. Mas parece que um tema que tem tudo a ver com prazer, autoconhecimento e bem-estar acaba ficando de fora da maioria dessas conversas: a saúde sexual. Por que falamos tão pouco sobre saúde íntima, especialmente das pessoas com vulva – ou seja, mulheres cis, homens trans e algumas pessoas não binárias?

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Juliana Frug/Fotografia
✦ aiai, mais um dia em que as vulvas precisam ler que “vulva tem que isso”, “mulher tem que aquilo”, “vulva é de tal jeito”… AI QUE SACO ✦

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A verdade é que saúde íntima, no geral, é um tabu maior do que menstruação, prazer e outras questões absolutamente naturais da vida de pessoas com vulva. E, como todo tabu, ele merece ser desconstruído para que a desinformação não se propague quando a gente evita esses assuntos. Não somos nós que estamos afirmando isso, mas estudos que apontam o quanto muitas pessoas deixam de se conhecer por puro tabu. Uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) com apoio do Datafolha em 2019 mostra que, em média, 5,6 milhões de brasileiras não têm como hábito frequentar o ginecologista. E vai além: cerca de 4 milhões delas nunca buscaram atendimento médico especializado em saúde íntima. Se os dados te parecem graves e preocupantes, é porque eles são. 

Em média, 5,6 milhões de brasileiras não têm o hábito de frequentar o ginecologista.Cerca de 4 milhões nunca procuraram atendimento especializado em saúde íntima.Fonte: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Datafolha

O estudo lembra também que acompanhamento médico em saúde íntima também ajuda a conhecer mais a região e aprender sobre cuidados íntimos, indispensáveis para prevenir a proliferação de fungos e bactérias que causam infecções, alergias e doenças ginecológicas.. É sabendo da importância desse debate que, hoje, estamos aqui pela Revolução do Íntimo. A convite da B.O.B, a Bars Over Bottles, Elástica apresenta hoje o B.O.B Íntimo, primeiro sabonete em barra totalmente livre de plástico e de químicos nocivos feito pra higiene e saúde da região íntima, que chega para mudar o cenário quando o assunto é o cuidado da vulva. Vem com a gente nessa conversa?

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Viva a vulva!

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Juliana Frug/Fotografia

O primeiro ponto importante dessa nossa conversa é entender porque estamos falando da vulva, e não da vagina. Isso faz toda diferença para que seu momento de cuidado íntimo não seja em vão. “Desde a infância, escutamos as mães se referindo às partes íntimas das filhas como ‘sua florzinha’ ou ‘sua pepeca’, e isso faz com que muitas não entendam as diferenças da própria anatomia. Vulva é toda a parte externa do aparelho genital: monte pubiano, clitóris, lábios internos e externos, uretra e abertura vaginal. Dessa abertura para dentro, estamos falando da vagina ou do canal vaginal, que é uma região autolimpante”, explica a ginecologista Natalia Seixas, integrante da equipe médica da Oya Care, primeira clínica virtual de saúde ginecológica do Brasil e parceria da B.O.B na campanha de divulgação do produto. “Não se deve lavar ou aplicar qualquer produto dentro da vagina, área que possui, naturalmente, bactérias que ajudam a proteger o corpo. A vulva, parte de fora, deve, sim, ser higienizada com sabonetes específicos que mantêm saudável a flora da região”, completa.

Vulva é toda a parte externa do aparelho genital: monte pubiano, clitóris, lábios internos e externos, uretra e abertura vaginal. Dessa abertura para dentro, estamos falando da vagina ou do canal vaginal, que é uma região autolimpante

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Juliana Frug/Fotografia
✦ hummm... esse chazinho aqui? apenas um delicioso chá pra te acalmar e te preparar pras novidades que estou contando ✦

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Uma das principais características do B.O.B Íntimo é ter pH ácido, assim como a região da vulva – ou seja, pode esquecer essa história de pH neutro (pH 7), pois todas as vulvas são naturalmente ácidas (pH 4,5) e devem continuar assim para que a sua microbiota possa, sozinha, proteger seu organismo. Isso significa que a região precisa, sim, de cuidados especiais. Mas não estamos falando de usar perfumes exagerados que mascaram odores naturais, de mantê-la depilada ou fazer qualquer outro esforço para que ela seja diferente do que ela é – se você estiver confortável com isso, claro. Estamos falando de cuidados especiais para manter a saúde íntima. “Cada vulva tem seu formato e a região pode ter odor característico, mas ele não é desagradável nem remete ao cheiro de peixe, como muita gente diz. Se esse for o caso, pode ser sinal de vaginose ou de algum corrimento patológico que precisa ser tratado”, pontua Natalia Seixas, reforçando que corrimentos sem cheiro e sem cor ou esbranquiçados são comuns e, se não causarem incômodo, não são razão para uma consulta emergencial.

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Juliana Frug/Fotografia
✦ alô? sim, sou eu, a Vulva. como assim tem novidade de sabonete para me deixar toda limpa e fresca? eu quero!! ✦

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Vale lembrar também que, além do skincare, da terapia, da comprinha on-line e de tantas outras coisas que a gente colocou debaixo do guarda-chuva do autocuidado, cuidar da sua vulva também é uma forma de cuidar de você. Então, lembre-se: ela não precisa estar perfumada se você não quiser, depilada se você não quiser e não precisa ter um formato que você não queira que ela tenha. “Toda a comunicação dos sabonetes íntimos até agora vem de conceitos machistas que, entre vários problemas, levam muitas pessoas com vulva a se sentirem mal. Diminui a autoestima, as faz achar o tempo todo que algo está errado. Incentiva a moldar seu próprio corpo para agradar ao outro, quase sempre um homem. Esse tipo de coisa só nos deprecia e nos tira a segurança de nos relacionarmos com os outros e com a gente mesmo. Posso te garantir, como médica, que muitas pessoas não viriam ao consultório se soubessem que algumas de suas queixas, na verdade, são coisas normais que acontecem com o corpo”, continua a ginecologista.

“Não se deve lavar ou aplicar qualquer produto dentro da vagina, área que possui, naturalmente, bactérias que ajudam a proteger o corpo. A vulva, parte de fora, deve, sim, ser higienizada com sabonetes específicos que mantêm saudável a flora da região”

Natalia Seixas
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Juliana Frug/Fotografia
✦ é o quê? o B.O.B Íntimo tem o pH equilibrado ao da minha vulva, é livre de microplásticos, vegano e hipoalergênico??? tô passada, vou testar agora!!! ✦

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“Queremos provocar um segmento inteiro a renovar seu discurso. É um diálogo que começa na higiene, mas se expande pra saúde, entendimento da anatomia, prazer, educação sexual – e conecta tudo através do autoconhecimento. É um conceito que ressignifica o papel do sabonete íntimo: não mais um padrão social que as pessoas com vulva são obrigadas a se submeter, e sim uma ferramenta para conhecer e cuidar da sua intimidade”, contam, em conversa, as meninas da B.O.B, responsáveis pela estratégia e execução da campanha.

É para todes mesmo

Se os números surpreendem ao mostrar que muitas mulheres (cisgêneros) brasileiras não têm o hábito de frequentar o ginecologista para falar de saúde íntima, como você acha que é esse cenário na realidade de homens trans e pessoas não binárias? É imprescindível lembrar que vulvas, vaginas e outras características normalmente associadas ao corpo “feminino” não são exclusividade das mulheres cis. Homens trans e pessoas não binárias existem – e precisam ser incluídos nessa conversa. Até quando olhamos as pesquisas, percebemos que elas contemplam a realidade das mulheres e não incluem as vivências dessas pessoas, que sabidamente sofrem quando o assunto é frequentar o ginecologista. “Foi extremamente traumático desde o início da minha vida. Antes mesmo da transição, já passei por situações que não necessariamente eram violência declarada, mas meu corpo registrou como violência e abuso. Muitas por negligência, de ver que os médicos achavam que alguns processos eram naturais pra mim, e isso me gerou uma série de traumas”, explica Luca Scarpelli, apresentador do Queer Eye Brasil, ativista e um dos consultores que ajudaram a B.O.B na campanha de divulgação do novo B.O.B Íntimo.

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Juliana Frug/Fotografia
✦ é só esfregar bem nas mãos e espalhar a cremosidade na Vulva toda… e depois enxaguar bem! mais fácil e gostoso que isso? sinceramente, não conheço… ✦

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Dono do perfil @transdiario, em que acumula quase 190 mil seguidores no Instagram, Luca usa uma linguagem afetuosa e clara para falar não só sobre sua vivência como homem trans, pontuando as partes mais desafiadoras da luta e do ativismo, mas também sobre moda, beleza, bem estar e relacionamentos, entre tantos outros assuntos. Quando surgiu o convite da B.O.B para ouvir a experiência dele com saúde íntima, Luca lembra de aceitar prontamente, pensando na visibilidade que o assunto teria e na importância desse tema para as pessoas T. 

“Muitas iniciativas e projetos que falam sobre vulva esquecem a existência de pessoas trans. Isso me surpreendeu de primeira com a B.O.B, uma marca reconhecendo a nossa existência. Também topei porque pessoas trans, no geral, são carentes de atendimento e informação”

Luca Scarpelli
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✦ gostou, né? nada como a gente tirar um tempinho pra cuidar de si e se refrescar. obrigada, B.O.B Íntimo! me sinto uma nova Vulv✦ ✦

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“Muitas empresas, iniciativas e projetos que falam sobre vulva, vagina e tudo mais esquecem completamente a existência de pessoas trans. Isso me surpreendeu de primeira, uma marca reconhecendo a nossa existência. Também topei porque as pessoas trans, no geral, são carentes de atendimento e informação em todos os sentidos. Além disso, existem muitas camadas que as pessoas cis não pensam na hora de formular um produto desses e as meninas da B.O.B incluíram homens trans na pesquisa para lançar o produto. Um dos meninos trans, inclusive, disse algo muito interessante: ‘se, em última análise, esse produto me ajuda a ir menos ao médico, já é bom.’ O atendimento médico para pessoas transmasculinas é uó, cai num lugar quase que de saúde pública falar sobre isso, então é muito bem-vindo ter um produto que nos ajuda a manter nosso corpo mais saudável”, desabafa Luca.

“Minha dica é procurar, dentro do possível, médicos que tenham experiência, que já atenderam alguém trans, alguém LGBT pelo menos. E ir acompanhado de alguém que você confia muito para ser um apoio, peitar o médico se houver alguma violência ou comentário inadequado”

Luca Scarpelli

Os cuidados diários com a vulva são indispensáveis, é claro, mas é importante que, na medida do possível, o acompanhamento ginecológico não seja deixado de lado. É interessante que, pelo menos uma vez ao ano, mulheres cis, homens trans e pessoas não binárias com vulva realizem um check-up. “Sei que existe um recorte social e não posso falar sobre procurar profissionais capacitados porque eu, que sou influenciador, tenho uma gama de opções, conheço só três em SP. Minha dica é procurar, dentro do possível, médicos que tenham essa experiência: se já atendeu alguém trans, alguém LGBT pelo menos. E ir acompanhado de alguém que você confia muito para ser um apoio, para ser alguém que vai peitar o médico se houver alguma violência ou comentário inadequado. Pode ser um familiar, um amigue, um namorade”, recomenda Luca. 

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Juliana Frug/Fotografia
✦ carinho na xaninha? ai, nossa, dá até um calor… deixa eu só pegar um travesseiro aqui na cama pra ver uma coisa 👁👄👁 ✦

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Outra dica para que pessoas T se sintam mais confortáveis no consultório é procurar o primeiro ou último horário, quando a sala de espera está mais vazia e o médico normalmente tem mais tempo e disponibilidade para um papo mais profundo. “Consultas virtuais também podem ser um caminho para gerar acolhimento em um primeiro momento. Na Oya, empatia e autonomia são nossos principais objetivos. Percebemos que só o fato de estar na própria casa, acolhidos e protegidos, já facilita a experiência de uma consulta ginecológica para pessoas com vulva que não se sentem confortáveis no consultório”, complementa a médica Natalia Seixas.

Mão na massa

Agora que já tivemos nosso papo sério sobre saúde sexual, higiene e autoconhecimento, é hora de partir para a prática. Afinal, ainda mais importante do que entender o cenário é saber como fazer a higiene da vulva, né? Com B.O.B Íntimo, produto hipoalergênico, dermato e ginecologicamente testado, além de ser vegano e livre de plásticos e microplásticos, não tem segredo. Com a pele úmida, basta molhar a barra e esfregar as mãos nela para fazer espuma até sentir cremosidade suficiente para começar a higiene. Espalhe essa cremosidade pela vulva – apenas na área externa, nada de colocar pra dentro da vagina, hein? – e depois enxágue abundantemente. “A higiene da vulva deve ser feita uma vez ao dia, preferencialmente na hora do banho. Excesso de limpeza da região pode causar irritação genital”, recomenda Natalia Seixas.

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Juliana Frug/Fotografia
✦ até parei meu tricô para te julgar por falar 'saúde da mulher'. é saúde da pessoa com vulva! homens trans existem, se liga! ✦

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Composto por ingredientes naturais, o B.O.B Íntimo leva manteiga de ucuuba, que hidrata a pele e cria uma camada protetora sobre ela; ácido lático vegetal, que tem pH equilibrado e ajuda a manter a flora saudável, preservando as bactérias do bem que habitam a região; e nano lipídeos, que são óleos essenciais nano-encapsulados com ação antimicrobiana que também auxiliam na manutenção da flora, dificultando a proliferação de fungos e bactérias indesejáveis. ““O B.O.B Íntimo foi desenvolvido para limpar suavemente, mantendo o pH ácido natural da região íntima, preservando o mecanismo de proteção da flora. Além disso, pensamos em ingredientes que também cuidam da pele mais sensível dessa área, complementando a rotina de autocuidado sem nada de embalagens plásticas”, destaca Andreia Quercia, cofundadora da marca.

Com a pele úmida, basta molhar a barra e esfregar entre as mãos até fazer espuma. Quando sentir cremosidade suficiente, é só começar a higiene. Espalhe essa cremosidade pela vulva e, depois, enxágue abundantemente

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Juliana Frug/Fotografia

Ah, e fica uma dica final: além dos benefícios para a vulva, o uso de sabonetes em barra faz bem pro meio ambiente e pro seu bolso. Isso porque a maior parte da composição de sabonetes íntimos líquidos é… água! Ou seja: ao escolher a barra, você ajuda a economizar não só a água presente dentro da garrafa tradicional, mas também reduz o impacto ambiental que produtos engarrafados causam, que vão desde o não uso de embalagens plásticas, de conservantes químicos usados em produtos líquidos até a redução de CO2 na atmosfera ao simplificar o transporte, por exemplo. O B.O.B Íntimo pesa 90g, custa R$ 43,50 e rende duas vezes mais do que os sabonetes íntimos tradicionais que vêm em embalagens de 200ml. Ou seja: praticamente o mesmo preço com uma lista considerável de benefícios para todo mundo – da sua vulva ao Planeta. Precisamos falar mais alguma coisa? Ouça a Vulva e use logo o seu!

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Juliana Frug/Fotografia
✦ minha expressão quando me vejo no espelho, uma Vulva linda, limpa e bem cuidada!!! ✦

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Ficha Técnica

Fotos: Juliana Frug
Direção criativa: Kareen Sayuri
Assistência de arte: João Barreto
Modelo e maquiagem: Ginger Moon
Texto: Alexandre Makhlouf

Todas as imagens foram clicadas no Le Pink 605, apartamento no centro histórico de São Paulo que faz parte do Le Pink Collective, empresa com diversas opções de hospedagem e locação. Conheça mais sobre eles no Instagram!

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Juliana Frug/Fotografia
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