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Laura Vicente na Cama Elástica

Comunicadora, apresentadora, atriz, podcaster e mais nova participante do nosso questionário! Confira as respostas de Laurão

por Alexandre Makhlouf 5 ago 2021 02h18

Estávamos acostumados a ver Laura Vicente, comunicadora e apresentadora do Multishow, à frente de transmissões com artistas do mundo todo, ao lado dos melhores nomes da música, em festivais de calibre internacional. Mas, veio a pandemia e, assim como todo mundo, Laura também teve que redescobrir o que fazer em tempos de isolamento. O período, inclusive, coincidiu com uma época solteira em que ela estava prospectando novos boys. Acabou combinando um date online com um possível pretendente e, desde então, a possibilidade tornou-se certeza. “O primeiro encontro foi mara, vibes, e estamos até hoje show de bola”, ela conta, bem humorada, sobre a relação.

Laura Vicente

O período de redescoberta coincidiu também com um experimento online que Laura se dispôs a fazer abrir as caixinhas de perguntas no Instagram perguntando os piores dates que suas seguidoras já tinham tido. “A galera curte muito, comenta, dá risada. São tempos sombrios, o brasileiro tá merecendo se divertir. Se tem uma coisa que a gente aprendeu na vida é que date ruim é ruim mesmo, mas dá muita história boa”, conta, rindo. A iniciativa acabou se transformando em uma nova forma de Laura interagir com sua audiência, já que agora ela também acumula a alcunha de podcaster ao apresentar o Senta que lá vem DR, podcast sobre relacionamentos recheado de boas histórias e bom humor, ao lado de Magá Moura, também influenciadora.

A veia espirituosa e o jeito divertido de Laura foram a equação perfeita para que a convidássemos para ser a nossa nova entrevistada da Cama Elástica, uma série de perguntas às vezes divertidas, às vezes sentimentais, que resgatam parte do passado de cada entrevistado e, ao mesmo tempo, o faz pensar no que vem por aí. Vamos nessa?

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Arte/Redação

Qual sua qualidade favorita sobre você mesmo?
Eu gosto muito de cuidar – das pessoas, dos cachorros, das plantas, das coisas no geral (risos). E acho que passei boa parte da vida pensando que isso era um defeito, que eu era meio bunda mole por me importar, e olha, maior bobagem. Acho que é uma das minhas maiores qualidades

Que defeito seu você jamais mudaria?
Sou exigente DEMAIS, a ponto que quase não conseguir comemorar as coisas porque já estou pensando nos próximos 1, 2, 3, 68 passos – ao mesmo tempo que essa proatividade e inquietude foram as responsáveis por me fazer conquistar varias coisas, então… ¯\_(ツ)_/¯

Onde você procura buscar inspiração naqueles dias em que não quer sair da cama?
Nesses dias e especialmente na pandemia, não tenho buscado. Acho que sempre entrei numa cobrança infinita de estar bem, me sentir bem, produzir e fazer coisas úteis – e tem dias que simplesmente não dá, especialmente na pandemia. Então, tem sido um experimento lidar com essa sensação, e também quando ela não quer passar, tem horas que a gente só precisa ser gentil com a gente mesmo.

Qual música não envelhece, não sai da sua lista de preferidas?
“I Wanna Dance With Somebody” da Whitney Houston. Eu amo! Lembro que eu tinha uns 12 anos quando achei esse CD dos meus pais e pirei. Recentemente, assistindo Pose, relembrei da música título numa cena maravilhosa e voltei a ouvir o álbum inteiro. Acho que ela representa uma época, mas “não envelhece” no sentido de “aff, que música boa”.

Qual livro e/ou filme mudou sua vida? por que?
Tem um livro maravilhoso do Alain de Bottom, um filósofo contemporâneo que eu acho foda, que se chama O Curso do Amor. O nome é horrível, mas o livro é incrível, juro! Esse livro acompanha a vida inteira de um cara e como ele lida e reage às pessoas, às relações e ao amor, ao longo da vida e de situações fictícias (que ajudam muito a gente a perceber e reconhecer esses padrões na gente mesmo, com parágrafos de observações maravilhosas em itálico sobre a visão psico-filosófica do autor explicando o quanto a gente é (maravilhosamente) maluco às vezes. Acho que deveria ser material didático de escola, na moral.

Descreva uma noite ideal para você
Dando uma festa bem chuchuzinha na casa que me mudei durante a pandemia (e não recebi quase ninguém, snif), rodeada das pessoas que eu amo e comendo uns cheeseburguer, semi bêbada de madrugada, cheia de glitter na cara, com 100% da população vacinada imunizada e segura. Top demais.

Dê uma gongada gratuita em alguém
Não consigo pensar em ninguém além do atual presidente? Acho que é 100% normal (e nada gratuita) depois de tudo o que vem acontecendo desde a eleição em 2018. E, se depois de uma pandemia mundial, cuja má administração e lunatismo do indivíduo promoveu um genocídio que matou mais de MEIO MILHÃO de pessoas, ainda tem gente que o defende (???), simplesmente não faz sentido pra mim.

Como foi seu primeiro beijo?
Horrível (risos) – o de alguém não foi? Eu tinha 12 anos e tava rolando uma festinha de uma amiga no salão de festas do prédio, estava flertando com esse menino (não lembro nem o nome dele, tadinho). Beijamos no elevador de serviço e tinham acabado de tirar o lixo, então estava com cheirinho de peixe morto (risos), bem vibes piores dates.

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O que você diria para o maior desamor da sua vida (até agora)?
UFA! Que bom que a gente passou, espero que você tenha melhorado kkkk

O que é imperdoável para você em uma relação?
Abuso. De qualquer tipo: físico, psicológico, de poder. Imperdoável.

De qual trabalho seu você mais se orgulha?
Ai, tenho muito orgulho do trabalho que a gente faz no Multishow, coração cheio. Acho que a gente leva música, festivais, entretenimento e diversão para as pessoas de um jeito muito massa – e esse ano e tanto com tudo parado só me fez olhar para trás e admirar mais ainda o trabalho que a gente faz lá <3

Qual a frase mais sábia que já te disseram?
Não sei se foi a mais sábia, mas tem uma bem sábia que a Marcela Ceribelli me disse recentemente: “gente feliz não enche a porra do saco”

Qual seria o título da sua biografia?
Espero que, se algum dia alguém for escrever, pense em algum titulo legal, porque só consigo pensar em título merda (risos). Será que consigo emprestados os direitos da frase da Marcela? “Laura Vicente – Gente feliz não enche a porra do saco”

E quem interpretaria você no cinema?
Só consigo pensar na Anya Taylor-Joy, gente (risos). Minha gêmea do xadrez. Nunca recebi tanta mensagem como quando estreou O Gambito da Rainha. Vocês também acham a gente parecida?

Qual seria seu primeiro decreto como presidente da república?
Aumento de impostos para bilionários (convertidos em programas sociais pra redistribuição de renda e diminuição da desigualdade) – e iria propor pros amiguinhos das outras nações também, legalização e descriminalização do aborto.

Por último, quem você gostaria que respondesse esse questionário?
Vou aproveitar o espaço pra fazer uma declaração pública de afeto (e de fã) porque acho essa mulher muito, muito, muito incrível e maravilhosa. Uma baita referência de estilo, ideia, empoderamento, conquista, empreendedorismo, conteúdo, tudo –  acho ela foda demais (e às vezes me passo nos comentários, desculpa – mas é que sou realmente muito fã) >>>> Magá Moura <3

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