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Raquel Virgínia: cantora, ativista e CEO

Cansada do textão e de olho na ação, a cantora e empresária fala sobre sua agência, a Nhaí, e como a diversidade pode transformar a sociedade e a economia

por Alexandre Makhlouf Atualizado em 28 jan 2022, 22h10 - Publicado em 27 jan 2022 22h44
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Clube Lambada/Ilustração

stamos acostumados a ver Raquel Virgínia em cima dos palcos, poderosa, de salto alto e jaqueta de couro, fazendo uma plateia inteira cantar junto. Nos acostumamos a vê-la ao lado de Assucena Assucena e Rafael Acerbi, colegas n’As Bahias e a Cozinha Mineira, banda da nova MPB que ganhou destaque no cenário musical, em programas de TV e ao lado de nomes como Daniela Mercury, Rincon Sapiência e MC Rebecca, com quem gravaram algumas parcerias.

Mas, desde setembro do ano passado, tudo mudou. O anúncio do fim d’As Baías pegou os fãs desprevenidos e cheios de perguntas. As respostas, no entanto, já estavam claras na cabeça de Raquel. “Foi um capítulo bem grande e importante da minha biografia, uma redescoberta musical também. Mas era natural que isso fosse acontecer, porque embora a gente tivesse um grupo juntos, tínhamos gostos musicais muito diferentes, muito opostos, embora obviamente o que fazia as Baías interessante fosse isso. Mas era natural que acabasse. A gente criou a banda pra fazer dois discos, sempre teve começo, meio e fim. O projeto era só isso. Tudo que veio depois não foi planejado, a gente fez como demanda de mercado”, ela conta, em entrevista por videochamada, com a fala calma e assertiva.

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“Projeto”, aliás, é uma palavra que aparece bastante na conversa com Raquel. Logo depois que As Baías chegaram ao fim, um desses projetos já estava disponível para a apreciação do público. Em uma versão contemporânea de “Las Muchachas de Copacabana”, de Chico Buarque e Ney Matogrosso, Raquel aparece mais imponente do que nunca, cantando nas ruas do Rio de Janeiro ao lado da rapper trans Dellacroix. Além da nova roupagem musical, a canção ganhou também versos mais explícitos, como “Fica quatro, eu guardo o segredo // Brinco com língua e com dedo // Você me pede, eu faço com carinho // Sentando com força, vai bota tudinho”. Parecia que uma nova fase musical estava por vir, mas, de novo, Raquel surpreendeu seu público e entrou num hiato musical. “Foi uma coisa ansiosa [risos]. Quis me conectar com o mesmo público, mas mostrando que estava indo em outra direção musical. Esse single tem muito esse lugar de subversão, de continuar uma relação com a MPB, mas com uma outra galera. Por isso também o funk, uma postura um pouco mais rockstar, um clipe em que eu quebro o carro, tiro onda com todo mundo”, confessa.

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O silêncio e ausência nos palcos logo ganhou explicação: o lugar de Raquel agora é no escritório. Também no fim de 2021 ela mostrou ao mundo a Nhaí, agência de gestão de cultura e consultoria para aumentar a presença de pessoas trans e negras no mercado criativo. O novo projeto – mais um, observem – é símbolo de uma nova fase na vida de Raquel, em que o textão, ferramenta de combate e militância que ela sempre usou em suas redes, dá lugar à ação. “Não tenho pretensão nenhuma de cagar regra de que isso é o certo, mas é o que tem funcionado pra mim. Entro nesse escritório às 7h da manhã, e saio às 8h da noite. Não falo mal da vida de ninguém porque não dá mais tempo”, ela fala, calma e orgulhosa da nova fase. 

“A Nhaí é um projeto de 2021 que representa uma mudança minha. Sempre tive uma cabeça bem empreendedora e sempre dei muito textão na internet. Só que mudei de fase, saí dessa era do textão e, agora, em vez de falar o que eu penso, eu vou fazer o que precisa ser feito”

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Rodolfo Magalhães/Fotografia

Hoje, dia em que essa entrevista é publicada e véspera do Dia da Visibilidade Trans, é também o dia em que Raquel está ocupada com o Conta Aí, um evento organizado por sua empresa em que diversos empreendedores negros e trans vão debater, na Avenida Paulista, alternativas para continuarem fazendo seus negócios crescerem, mesmo invisibilizados pelo mercado. “Acreditar que eu vou ser convidada para projetos de empreendedores negros cis é uma ilusão. Eles me acham um projeto mal feito de Vera Verão. O que vai fazer as coisas acontecerem é construir boas articulações, com bons projetos, e o dia 29 de janeiro tem que servir para isso”, dispara. 

Durante uma hora, conversamos com Raquel sobre os efeitos que a pandemia teve em sua vida, as particularidades de sua persona cantora e de seu perfil como empreendedora, a importância social – e econômica – da diversidade e outros temas. Aqui embaixo, você confere o papo.

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Raquel Virgínia/Arquivo

Você anunciou sua saída das Baías em setembro do ano passado. O que te levou a tomar essa decisão?
Foi um capítulo bem grande e importante da minha biografia, uma redescoberta musical também. Era natural que isso fosse acontecer, porque embora a gente tivesse um grupo juntos, tínhamos gostos musicais muito diferentes, muito opostos, embora obviamente o que fazia as Baías interessante fosse isso. Mas era natural que acabasse. A gente criou a banda pra fazer dois discos, sempre teve começo, meio e fim. A gente escreveu Mulher e Bicha, os dois álbuns, ao mesmo tempo. O projeto era só isso. Tudo que veio depois – Tarântula, por exemplo – não foi planejado, a gente fez como demanda de mercado. O fim sempre foi uma pauta natural pra nós, era normal falar sobre quando a gente ia se separar, porque nunca existiu a pretensão de ser uma banda que fosse durar décadas. Acho que a pandemia acelerou um pouco a nossa distância, e com isso vêm os desencontros conceituais também. Não fazer show, não se encontrar, cada um estava criando seus grupos paralelos, vontades paralelas… Eu comecei a ter as minhas vontades e os meus desejos, mudei as músicas que estava ouvindo, os livros… 

“Era natural que As Baías acabassem. A gente criou a banda pra fazer dois discos, sempre teve começo, meio e fim. Tudo que veio depois – Tarântula, por exemplo – não foi planejado, a gente fez como demanda de mercado”

Como a pandemia te afetou?
Nossa, me tornei muito mais séria, mais concentrada. Eu moro sozinha e, durante a pandemia, continuei morando só e aprendi mais ainda a ficar sozinha. Aconteceram muitos processos. Por exemplo: eu nunca tomava banho sem ouvir música. Agora, eu gosto do silêncio. Desligo tudo e tomo banho, é impensável agora fazer isso com música. Essas coisas mudam mesmo, e acho que ainda estamos vivendo um certo luto híbrido. Muita gente morreu e muita gente segue morrendo. Por mais que a gente se divirta, tem uma coisa pesada no ar. A gente ainda se diverte sem se divertir, não rola aquela coisa de estar realmente despreocupado, em paz. Claro que também me diverti, saí algumas vezes, mas ainda tem um negócio, um “não esquece a máscara”. Antigamente, fazia mil stories quando estava na rua. Agora, eu saio e me parece uma coisa tão over agir assim… No geral, ganhei uma consciência diferente do que eu fazia no automático.

Agora, em carreira solo, você lançou a deliciosa “Las Muchachas de Copacabana”, adicionando funk a uma música do Chico Buarque e do Ney Matogrosso já muito conhecida… Qual é a importância de subverter esses signos na música e na cultura?
Quando as Baías acabaram, corri pra fazer esse single porque também queria sinalizar que eu continuaria. Foi uma coisa ansiosa [risos]. Quis me conectar com o mesmo público, mas mostrando que estava indo em outra direção musical. Tem muito esse lugar de subversão, de continuar uma relação com a MPB – por isso a escolha do Chico –, mas com uma outra galera – por isso a participação da Dellacroix, uma rapper trans, preta, retinta, que dá um texto super intenso. Por isso também o funk, uma postura um pouco mais rockstar, um clipe em que eu quebro o carro, tiro onda com todo mundo.

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Rodolfo Magalhães/Fotografia

Aliás, porque é importante falarmos mais sobre as muchachas de Copacabana – e de vários outros lugares – em vez de só falarmos das garotas de Ipanema?
Honestamente, você me pegou de surpresa com essa pergunta. Não é sobre falar mais e sobre falar menos, eu acho. É que não se falava antes sobre isso. A gente está construindo um novo repertório no Brasil. Estou falando de artistas como eu, a Liniker, a Linn, a Dellacroix, a Assucena. Há uma construção de novas maneiras de se enxergar as coisas, e talvez a gente nem seja a geração que vai se dar conta disso. Talvez seja uma outra geração que vai olhar pra nós e nos mostrar. Não falo só de música, mas da sociedade como um todo. Somos de uma geração que está reconstruindo e construindo novas narrativas. “Las Muchachas de Copacabana” é isso: o Ney nitidamente estava falando de travestis e prostitutas naquela música, e nenhuma travesti tinha interpretado isso. Aquilo me deu muita vontade de fazer. Igual Geni – já cantei com a Daniela Mercury, mas quero fazer a minha versão, bem maluca. Geni era travesti. Reinterpretar músicas é muito potente pra mim, porque acho que o que precisamos fazer é reinterpretar o Brasil. “Las Muchachas” é isso, uma vontade minha de reinterpretar o Brasil, porque o Brasil ainda não se conhece. Estamos apresentando o Brasil para o Brasil. Acho que é esse lugar imaginário que eu gosto. Mas agora vou dar uma descansada da música. 

“Reinterpretar músicas é muito potente pra mim, porque acho que precisamos reinterpretar nosso país. O Brasil ainda não se conhece. Estamos apresentando o Brasil para o Brasil”

Raquel Virgínia em reunião da nhaí

Pois é, seu foco agora está no Nhaí, uma plataforma e startup para inovar e trazer mais pessoas trans e pretas para o mercado de entretenimento. Me conta um pouquinho mais sobre o projeto?
A Nhaí é um projeto de 2021 que representa uma mudança minha. Sempre tive uma cabeça bem empreendedora e sempre dei muito textão na internet. Só que mudei de fase, saí dessa era do textão e, agora, em vez de falar o que eu penso, eu vou fazer o que precisa ser feito. A Nhaí é isso. Há pouco tempo, teve um encontro de empreendedores negros e não me chamaram. Em vez de ir pra internet falar “vocês não têm vergonha na cara de fazer um evento desses e não ter uma mina trans negra?”, e ser pra sempre boicotada, eu decidi fazer o meu encontro, o Conta Aí. Vai rolar no dia 28 de janeiro, na Avenida Paulista, e será um encontro de empreendedores LGBTQIAP+ e pretos, com foco em pessoas trans e negras, com cerca de 40 pessoas juntas para discutir oportunidades e lacunas. Uma galera preta que empreende – desde o mundo das artes, da informática, da empregabilidade, do mundo da beleza. Todo mundo discutindo como tanta gente continua movimentando a economia mesmo sendo marginalizada.

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A Nhaí é uma agência de gestão de cultura, trabalhamos com consultoria, mas também na parte de marketing e publicidade, para empresas que querem construir políticas internas, campanhas voltadas para a diversidade. Curadoria também: marcas que querem elenco e não sabem onde achar; e também na parte de projetos especiais, como é o Conta Aí. Meu lance agora é construir projetos em que eu acredito. Não vou ficar batendo na tecla falando pra contratar pessoas negras, vou montar a minha equipe, como montei, e só ter pessoas negras. É a minha empresa. Estou fazendo coisas em que eu acredito da forma que eu acredito. Isso não significa que eu só faça coisas certas, é claro que erro e piso na bola como empreendedora, até porque sou uma das poucas empreendedoras trans, travestis e negras do Brasil. Dá pra contar nos dedos, principalmente fazendo o recorte racial. E eu adoro, me sinto desafiada. Estou nessa fase entre colheitas artisticamente – porque, depois de “Las Muchachas”, decidi descansar a cabeça e pesquisar outras coisas. Não quero ser a Raquel fora das Baias, que faz o mesmo som. Eu quero ser a Raquel. Decidi virar uma espécie de Rihanna, que as pessoas em algum momento vão perguntar: não vai mais fazer música, não?

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Rafa Kennedy/Fotografia

Que mudança interessante, sair do textão para a ação. Como foi esse processo?
Tenho percebido muito no meio corporativo – e a música é, sim, um mundo meio corporativo – que talvez gritar não leve a nada. Fazer estratégias para que, quando a pessoa menos perceber, você já esteja lá dentro, isso tem funcionado mais pra mim. Mas não deslegitimo, de jeito nenhum, o textão, porque ele continua sendo muito importante. Eu que não sou mais dessa turma do Twitter, de cancelar, de apontar pra quem tá fazendo coisa errada. Posso contar nos dedos quantas vezes eu me manifestei publicamente sobre alguma polêmica no último ano, mesmo quando fiquei incomodada – e eu continuo ficando. Tenho colocado essa energia para a construção de projetos, que é o que, no meu caso, vai ficar pra posteridade. Vou ter orgulho de falar que estava envolvida nisso tudo e é isso que eu quero deixar. É obvio que, sendo uma pessoa trans e negra no Brasil, é inevitável começar a pensar no fim da sua vida muito mais rapidamente do que outras pessoas. Eu já sofri diversas violências e várias vezes saio de casa pensando que talvez eu não volte. O Fantástico exibiu, há algumas semanas, uma reportagem sobre o aumento de grupos neonazistas e como eles estão se armando. Infelizmente, posso cruzar um desses caras a qualquer momento e a vida acaba.

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Renan Ramos/Fotografia

Isso é muito revoltante… Como é lidar com essa pressão diariamente?
Tenho tentado transformar essa ansiedade em projetos, em vontade de criar, coisas que sejam relevantes para mim. Não tenho pretensão nenhuma de cagar regra de que isso é o certo, mas isso é o que tem funcionado pra mim. Entro nesse escritório às 7h da manhã, e saio às 8h da noite. Não falo mal da vida de ninguém porque não dá mais tempo. Esses dias, vieram me falar que estavam falando mal de mim no Twitter e respondi “que bom que a galera tá com tempo”.

“Não sou mais dessa turma do Twitter, de cancelar. Posso contar nos dedos quantas vezes eu me manifestei publicamente sobre alguma polêmica no último ano, mesmo quando fiquei incomodada. Tenho colocado essa energia para a construção de projetos, que é o que, no meu caso, vai ficar pra posteridade”

Existe diferença entre a Raquel dos palcos e a Raquel empreendedora?
A Raquel dos palcos é uma cigana, ela quer seduzir. Eu sempre tenho um pouco de raiva no palco, ninguém consegue encostar em mim quando estou cantando. É muito louco, fico energizada, acontecem vários problemas técnicos: meu microfone sempre pifa. Juro! Meus brincos explodem, já teve colar que partiu… Já no escritório, eu sou muito contida, embora seja uma pessoa bastante enfática nos dois lugares – acho que essa é a semelhança. Eu tenho um tom, que eu adoraria ter em mais momentos, que é imponente, no sentido de falar alguma coisa e as pessoas se afetarem muito. Quando você é artista, isso é muito bom, porque não quer passar despercebido. Mas, nos negócios, isso pode não ser tão bom, porque aquilo pode afetar o escritório inteiro. Meu ego é muito menor no escritório – nos bastidores artísticos, ele é enorme, por isso causo várias confusões (risos).

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Isabela India/Fotografia

Muitas pesquisas mostram como a diversidade impacta positivamente no mercado dos negócios. Se isso é lucrativo e tão interessante para as empresas, por que elas ainda são tão resistentes?
Quando você tem diversidade, a solução do seu produto ou da sua campanha vai ser mais completa. A diversidade não é uma questão apenas ética e moral, é também de inovação, de ter produtos mais robustos, mais completos e, por isso, mais competitivos. A diversidade é uma questão também econômica. Obviamente todas as empresas precisam cumprir com responsabilidade social, mas algumas empresas já sacaram que é um assunto que traz vantagens competitivas. Empresas que não entrarem nessa órbita provavelmente vão ser as que vão ficar no museu. O caminho da inovação é a diversidade – de ponta a ponta. Não só na frente das câmeras, mas no ecossistema integrado do produto. Estava lendo esses dias que o design dos produtos no mundo ocidental, principalmente, é todo feito pensando em homens, cis, brancos, de estatura média O capacete, o cinto de segurança, o fone de ouvido, tudo é pensado para esse perfil. Como é que você pode dizer que o seu produto é completo se eu, que sou uma consumidora que usa tranças, não consegue usar o capacete? Você não pensou em mim porque não tinha ninguém com o meu repertório na sua equipe. Ou seja, seu produto é menos sofisticado porque ele é incompleto. A sua empresa, seja lá qual ela for, e o seu produto, precisa passar por uma perspectiva multidisciplinar para que a gente consiga falar de uma economia realmente robusta. No caso do Brasil, fica ainda mais gritante, porque a gente tem muitas etnias, muitos recortes de corpos.

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Pedro Dimitrow/Fotografia

Amanhã é Dia da Visibilidade Trans e vivemos momentos sombrios no Brasil para as pessoas trans e travestis. Por que é importante que a gente faça barulho nessa data e lute o ano todo por direitos?
É um dia precisa servir para gerar oportunidades. Não da visibilidade do horror, mas de visibilidade para projetos que querem combater esse horror. Senão a gente cai naquela coisa da denúncia, denúncia, denúncia, denúncia… Denunciar é importante, mas o que a gente propõe como projeto, como resposta? Achar que a gente vai denunciar e que uma pessoa cis vai resolver o nosso problema é ingenuidade. Do meu ponto de vista, tá? Isso é o que eu acredito e o que tenho tentado fazer. Já que você tá olhando pra mim nesse dia 29, assina o cheque pra eu fazer meu projeto. Isso é visibilidade trans pra mim, não falar que as pessoas T tem 35 anos de expectativa de vida. O resto, pra mim, Raquel, é pataquada. E eu tenho perdido cada vez menos tempo com pataquada. É por isso inclusive que eu criei a Nhaí, para que eu possa sentar numa cadeira de rodinhas giratórias – não tenho paciência pra outros tipos de cadeira – e ficar horas pensando em projetos para resolver esse tipo de coisa. Porque achar que eu vou ser convidada no projeto dos empreendedores negros cis é uma ilusão. Eles me acham um projeto mal feito de Vera Verão. O que vai fazer as coisas acontecerem é construir boas articulações, com bons projetos, e o dia 29 de janeiro tem que servir para isso.

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