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Por 365 dias com mais diversidade

Corpos, gêneros, fé, orientações, ideologias políticas. Olhar para o que foi 2021 é entender que a diferença é essencial para um mundo melhor

por Redação Atualizado em 20 jan 2022, 17h53 - Publicado em
6 jan 2022
22h27
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Clube Lambada/Ilustração

quilo que deveria ser o óbvio nas nossas relações cotidianas, a diversidade ainda é uma utopia para o Brasil. Nossa sociedade entra em 2022 ainda tão fragmentada quanto nos anos anteriores, uma luta de lados, comportamentos e padrões que só tende a piorar ao aproximar das eleições presidenciais.

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Veremos o absurdo, mas isso não é novidade. Já vivemos em uma era tão surreal que é difícil não confundir realidade com alguma ficção distópica. Principalmente quando nossas maiores ferramentas de comunicação online, as mídias sociais, agem ativamente para censurar nossas ideias e até mesmo nossos corpos. Foi o caso de Polly Oliveira, que levou shadow ban no Instagram e começou uma campanha para denunciar a ditadura do fitness.

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Vivi Ribeiro/Divulgação

A superexposição a corpos, comportamentos e cotidianos de pessoas vazias nas redes sociais nos fez questionar: o que é ser normal? Que normalidade precisamos nos encaixar nesses novos padrões gerados pela pandemia da covid-19? Será que a grande luta é, na verdade, contra a transformação de nós mesmos em seres vazios, padronizados à intenção de outrem?

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Arte/Redação
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A pergunta levou a pesquisadora Camila Cintra a escrever o livro “O Instagram está padronizando rostos?”, um estudo que analisou comparativamente procedimentos estéticos realizados nas diversas regiões faciais, entre olhos, narizes e bocas, para descobrir como as estrelas das redes sociais ditam os padrões de beleza hoje.

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Redação/Arte

E se você acha que as redes influenciam apenas corpos, vai se chocar em saber que as imagens que vemos diariamente na internet também podem nos levar a realizar procedimentos estéticos íntimos, e não são poucos: reconstrução de lábios vaginais, engrossar o pênis, pigmentação anal. Precisamos mesmo disso?

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João V Barreto/Ilustração

Para não se perder muito nesse papo todo sobre diversidade, a gente te convida a conhecer um projeto super maneiro chamado Dicionário Consciente. Realizado por um grupo de jovens publicitários, o Dicionário publica no Instagram lições super importantes sobre lugares de fala, expressões problemáticas inseridas culturalmente em nossa língua, e exemplos de como não escorregar na hora de uma conversa.

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Marília Mafé/Ilustração

Amar, é claro

Logo no começo do ano, a bissexualidade entrou em pauta durante o BBB 21, e os comentários iam desde uma fetichização das pessoas bi até preconceito. Nós fomos ouvir histórias de jovens bis que reafirmam todo dia que sua orientação não é só uma fase.

Muitas vezes, amar é um privilégio. No Brasil, uma garota entre 10 e 17 anos casa a cada 21 minutos. Em um ano, são 554 meninas entrando em um matrimônio, 65 mil delas com até 14 anos de idade. A cineasta Biana Lenti realizou um filme contundente, “Apenas Meninas”, sobre o tema.

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Apenas Meninas/Reprodução

É também para mulheres portadoras de deficiências. Elas sofrem com fetichização e também com a extrema dificuldade em manterem relacionamentos estáveis. O que isso implica na saúde mental e no sexo? Nós conversamos com garotas que lutam pelo amor.

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Paloma Santos/Ilustração

Nas redes sociais, Lorena Eltz fala abertamente sobre conviver com uma bolsa de colostomia, ser jovem e lésbica. “Eu tento falar que a deficiência não me impede, que sentimos outras coisas normalmente, e acho que é muito importante falar sobre isso. As pessoas não querem abordar esse assunto. Por exemplo, quando tem um casal de PCDs na internet, as pessoas acham aquilo o auge.”

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Lorena Eltz/Divulgação

E, em São Paulo, Camilla é o retrato de uma raridade à brasileira. Ela é uma mulher trans que está na terceira idade em um país cuja expectativa de vida de pessoas como ela é de apenas 35 anos. Ela nos contou sua história de casamentos duradouros, amores que se foram e a dureza da cidade grande.

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Dan Agostini/Fotografia
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Sobre o tempo e dias melhores

Se você é apegado a teorias mirabolantes que tentam explicar que nossas vidas não são apenas casualidades, saiba que os maias também pensaram nisso. O calendário deles era totalmente diferente, e isso, dizem, trazia mais harmonia entre a civilização e as energias vibratórias do universo. Papo de doido ou realidade?

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Ilustração/Redação

Na onda crescente das medicinas naturais, mergulhamos em nosso eu interior com ayahuasca e conversamos com cientistas para tentar entender como esse chá da floresta amazônica pode ser a chave para mudarmos padrões cerebrais que nos levam ao ódio, preconceito e desamor.

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Pexels/Pexels

No país de Deus acima de todos e um revólver no bolso, a pastora trans Jacqueline Chanel prega em São Paulo o verdadeiro amor de Jesus, aquele que aceita a todos os pecadores. E quem não for que atire a primeira pedra.

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Natalia Pilati/Fotografia
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A hipocrisia que mistura direitos individuais e religião se torna ainda pior quando o machismo entra em jogo, e o patriarcado passa a ter direitos sobre os corpos femininos e suas decisões. Em 2022, precisaremos falar sobre aborto em um país onde 55% das gravidezes não são planejadas.

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Pétala Lopes/Fotografia

E se você é mais trevoso, saiba que o Brasil é um reduto consolidado de vampiros. Eles caminham à noite, é claro, gostam de festas, bons jantares, romances. Nós demos um rolê com Lord A, rei da dinastia Sahjaza e maior agitador da Rede Vamp no Brasil.

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Paulo Jorge/Fotografia

Em 2022, cuidado com a onda de cristais, águas místicas, rituais em rochas energizadas pela luz solar no ângulo de 27° e gurus abusadores. Com mais pessoas buscando um pouco de autoconhecimento, o charlatanismo e a apropriação neoliberal da espiritualidade são uma realidade, e cair nela é mais fácil do que parece. A Ju, do perfil Espiritualidade Mercantil, nos conta as armadilhas que caiu e dá dicas para você não repetir padrões nocivos.

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@espiritualidademercantil/Arquivo
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